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Museu Histórico e Geográfico guarda o passado no centro frenético de Campina Grande

Da Redação. Publicado em 30 de junho de 2019 às 17:00.

Foto: Repórter Junino/ Ana Cláudia

Foto: Repórter Junino/ Ana Cláudia

Da Redação*

Localizado no coração da cidade, em frente a Catedral Diocesana Nossa Senhora da Conceição, em um prédio eclético, inspirado na art déco e clássica, que foi construído no ano de 1812 e inaugurado dois anos depois, funciona hoje o Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande, idealizado e fundado pelo jornalista e historiador William Ramos Tejo, nascido em São João do Cariri – Paraíba.

Apesar de hoje o prédio funcionar como um museu, ele nasceu com o intuito de sediar a Cadeia Pública da cidade e a Casa da Câmara e do Senado. Naquela época, Campina, que só foi elevada à cidade em 1864, era ainda conhecida oficialmente por Vila Nova da Rainha. No mesmo local, funcionou também a Estação Telegráfica da cidade. Por isso, ainda hoje, na fachada do museu, que foi inaugurado em 28 de janeiro de 1983, lemos a frase “Telegrapho Nacional”.

Foto: Repórter Junino/ Ana Cláudia

Foto: Repórter Junino/ Ana Cláudia

Uma curiosidade sobre a construção do prédio é que, nas paredes da sala original, onde funcionava a cadeia pública, não foi necessário utilizar colunas, como explicou João Batista, monitor do museu: “as paredes tinham um metro de largura”. A estrutura do prédio é a segunda mais antiga da cidade.

Atualmente, o MHGCG conta com um acervo de fotografias, textos, fósseis e objetos antigos que contam muito da nossa história.

“Só o prédio do museu já é história,” afirmou João, que trabalha há três anos no local. Porém, infelizmente, duas das sete salas que o compõem estão desativadas. Uma delas, pela infiltração que acometeu parte da propriedade, construída posteriormente ao lado de onde funcionava a cadeia pública.

Fotografias que mostram como a cidade era antes da reforma urbanística e que narram, entre outras coisas, a revolta de quebra quilos, a chegada do trem e o período do algodão, ilustrando o período em que Campina se tornou a segunda maior exportadora de algodão do país e ficou conhecida como a “Liverpool brasileira”, estão entre o rico acervo do museu, como também, artigos pré-históricos que contam a história dos Índios Ariús, a primeira aldeia indígena da cidade e diversos arquivos e objetos que retratam a evolução da comunicação campinense estão expostos no museu.

Foto: Repórter Junino/ Ana Cláudia

Foto: Repórter Junino/ Ana Cláudia

O Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande está localizado na Avenida Marechal Floriano Peixoto, 825, Centro. E funciona de segunda a sexta, das 08h às 12h e das 13h às 17. E aos sábados, domingos e feriados, das 08h às 16h. A entrada é gratuita.

 

*Fonte: Repórter Junino/ Sara Silva

*Foto: Repórter Junino/  Ana Cláudia

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