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Deputado paraibano critica decisão do Senado sobre decreto do porte de armas

Da Redação*. Publicado em 21 de junho de 2019 às 10:28.

O plenário do Senado aprovou nessa terça-feira (18), por 47 a 28 votos, o parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que pede a suspensão dos decretos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que facilitam o porte de armas.

Com a decisão, o texto segue para análise da Câmara dos Deputados. Porém, as regras previstas nos decretos continuam valendo até que a Câmara vote o texto e decida sobre a suspensão, ou não, dos decretos.

Foto: Ascom

Foto: Ascom

Sobre o tema, o deputado federal Julian Lemos (PSL/PB) opinou que a votação do Senado foi incoerente, pois foi contra os interesses do povo.

Segundo ele, o Brasil não tem condições de controlar armas ilegais nas mãos dos criminosos e que o porte iria para as pessoas que precisam se defender e que estão sendo privadas disso.

– Não existem números no Brasil que inviabilizassem o porte de armas. Em 1980 nós tínhamos oito assassinatos pela criminalidade para cada 100 mil habitantes. Hoje chegamos a 25. Essa decisão do Senado vai contra o anseio popular. No referendo, mais de 64% das pessoas disseram que não queriam que proibissem a comercialização de armas de fogo e munição. Com uma “gambiarra feita nas coxas” fizeram o Estatuto do Desarmamento. O decreto poderia ter sido melhor?, poderia. Eu sou um crítico também do decreto. Mas, proibir… Aí não – explanou.

O parlamentar ainda defendeu um novo referendo sobre as armas, frisando que tem certeza que o resultado a favor do armamento civil seria acima de 85%.

Em 2005, 63% dos brasileiros votaram em referendo a favor do comércio de armas.

– Sou entusiasta de um novo referendo no Brasil. Eu mudo meu nome se o resultado não fosse acima de 85% a 90%. Estados que têm a liberação da arma, o índice de homicídio é lá embaixo. Não se cria bandido onde tem armas. Mas, vamos para a história: todo governo que desarmou o seu povo tinha más intenções. No tempo do regime militar, que alguns chamam de ditadura, as pessoas tinham acesso a armas. Não sei que ditadura era essa, mas as pessoas tinham as suas armas. Uma arma registrada, com suas digitais, com seus números, é a coisa mais fácil de pegar alguém se o proprietário cometer um delito. Por isso que raspam armas, utilizam armas frias para cometer crimes, pois 99% dos crimes são cometidos com armas ilegais – pontuou.

Julian ressaltou que acredita que o texto contra o decreto do porte de armas não passará na Câmara Federal, já que a maior bancada na Casa é a da segurança pública, seguida pela bancada ruralista.

*As declarações repercutiram na Rádio Correio FM, nesta sexta-feira, 21

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