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Deputado paraibano avalia desempenho e aponta erros do governo Bolsonaro

Da Redação*. Publicado em 21 de junho de 2019 às 12:40.

O deputado federal Julian Lemos (PSL/PB) comentou sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e sobre a relação que tem com o gestor, durante entrevista nesta sexta-feira, 21.

Julian destacou que foi um grande entusiasta do governo de Bolsonaro, mas que não é alienado e que consegue ver os erros do presidente.

– A gente não pode viver só alienado e não ver os erros. Alienado não vê erro. Se Bolsonaro errar, eu consigo ver os erros. Isso não gera uma decepção, mas você fica um pouco frustrado. Eu sou nordestino e quero uma coisa diferente da política nacional para a minha região Nordeste. Bolsonaro pode fazer brotar ouro em qualquer região do país que meus olhos nem brilham. Se não resolver o Nordeste, pra mim perdeu a guerra. O Nordeste é a grande solução. Eu vejo o Nordeste como uma China, mão de obra barata, povo que se você der qualquer troço ele se vira e ganha dinheiro. A mesma coisa é o governo do Estado da Paraíba, eu não vivo batendo nele. Mas, depois de junho, quero saber se vai ficar do mesmo jeito, só cobrando imposto e a segurança oprimida. Para o governo federal, vai chegar a hora de eu dizer: olha, eu construí isso aqui. Eu me comprometi e acreditei e sei o que eu escutei do presidente – explanou.

Foto: Paraibaonline

Foto: Paraibaonline

O parlamentar afirmou que a forma como as articulações do governo são conduzidas o incomodam, pois, segundo ele, o parlamento precisa de diálogo.

– Eu tenho as minhas ressalvas em relação ao modo como é feito e a prova disso é de que pessoas importantes como Santos Cruz, como Bebianno, deixaram o governo. Em relação ao que eu fiz, em termos de promessas e leitura política antes da minha eleição, estou cumprindo. Eu sou um dos parlamentares mais ativos do Parlamento. Eu não tenho duas conversas, não tenho muro, eu tenho um lado, não sou xiita. Em relação ao governo, está indo bem, mas aquém do que eu esperava – salientou.

Indagado se o ministro Onyx Lorenzonni vai cair do governo Bolsonaro, Julian afirmou que não sabe e que, em Brasília, “não existe ninguém morto”.

Sobre a influência dos filhos do presidente, Carlos e Eduardo Bolsonaro, e do professor Olavo de Carvalho no governo, o parlamentar foi enfático:

– A forma como se expressam chegam a constranger o presidente. Eu observava muito Olavo de Carvalho, mas, depois desses moídos eu tomei abuso. Porque eu não gosto de moído só por ter. É tanta coisa importante pra gente fazer. Eu tomei abuso daquele Twitter, porque é só ‘fuleragem’. Temos que ser pragmáticos – externou.

Sobre a relação com o presidente Jair Bolsonaro, Julian afirmou que, muitas vezes, o poder acaba isolando as pessoas, mas que esteve com o gestor por duas vezes esta semana e que continua próximo.

– Existe um distanciamento pela própria função de cada um. Não preciso estar com foto com o presidente toda hora, “xeleléu”, babando. Houve o desgaste com o negócio do menino dele [Carlos Bolsonaro], mas isso foi superado. Todo mundo viu quem era Julian e quem era o menino dele. Até hoje é moído com todo mundo, então ficou provado que o problemático não era eu na história. Não é distanciamento, mas o poder isola. Isola e não é pouco e, de certo modo, tira mais o vínculo. Mas, o presidente sabe que tem um amigo leal. Nós temos um vínculo muito maior do que imaginam – comentou.

*As declarações repercutiram na Rádio Correio FM

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