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“2º Forró da Resistência” da UEPB acontece no próximo sábado

Ascom. Publicado em 11 de junho de 2019 às 14:57.

 

Foto: Ascom

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Nele só tem vez a música de Luiz Gonzaga, de Jackson do Pandeiro, de Marinês, de Sivuca, de Elba Ramalho, de Dominguinhos. Logo, está proibida a entrada de teclados e sintetizadores. E, caso haja alguma mistura de ritmos, apenas se permite aquela trazendo coco, xote, baião e xaxado.

Assim reza a cartilha do “2º Forró da Resistência”, evento promovido pela Pró-Reitoria de Cultura (Procult) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), no próximo sábado (15), a partir das 12h, no Centro Artístico Cultural (CAC) da Instituição, em Campina Grande. A entrada é franca.

A iniciativa tenciona valorizar e democratizar as expressões populares de caráter regional, notadamente o gênero que é considerado o símbolo maior do Nordeste.

Diversas atrações já estão confirmadas, a exemplo do Trio Ramires, do Coletivo Compor, do Trio Emerson, do cantor Carlos Perê, do músico João Calixto, do cantor Anildo, do Grupo Raízes e do Grupo de Tradições Populares Acauã da Serra, oriundo da UEPB. O Forró da Resistência disporá, ainda, de salão de artesanato, de comidas típicas e de apresentações de declamadores e emboladores.

O evento almeja reunir forrozeiros, artesãos, dançarinos, gestores públicos, produtores, pesquisadores, ativistas culturais e toda a comunidade interessada na temática.

Segundo o pró-reitor de Cultura da UEPB, José Cristóvão de Andrade, os entusiastas do ritmo estão convocados a colaborarem com a causa, fazendo-se presentes e, inclusive, integrando a programação com exibições artísticas.

“O forró é alma do nordestino, é ele quem aproxima a população de seus próprios costumes e tradições, por isso necessita ser preservado em suas características originais. Lamentavelmente, nem sempre ele é enaltecido da maneira que deveria. Por vezes, é confundido pela indústria, que, em nome do mercado, despreza a autenticidade do gênero. É nosso papel lembrar quem somos, da arte feita na nossa terra. O forró não pode ser mercantilizado, nem tratado como um negócio em franca expansão, ele não pertence a uma linha de produção”, explicou Andrade.

O Centro Artístico Cultural da Universidade Estadual da Paraíba é localizado na Avenida Getúlio Vargas, 44, no prédio da antiga Faculdade de Administração da Instituição, no Centro de Campina. Outras informações

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