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Homens vindos do interior são maioria dos acidentados que dão entrada no Trauma-CG

Da Redação*. Publicado em 6 de maio de 2019 às 11:20.

Os pacientes que dão entrada no Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, em sua maioria são homens acidentados por motocicletas, de cidades do interior da Paraíba e, outros estados, que estão na faixa etária dos 20 aos 40 anos e sob efeito do uso de álcool.

Os dados são do diretor técnico do hospital, Gionei Porto, que apontou ainda que a maioria dos casos de morte por trauma também são predominantemente de homens que infringem as leis de trânsito, principalmente pilotando motos sem o uso de capacete.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

– O perfil dos acidentados é do sexo masculino, adulto-jovem de 20 a 40 anos e que, normalmente, chegam sob efeito do uso de álcool. Cerca de 60% dos casos são de cidades do interior, e o resto de Campina Grande. Se fizermos os somatórios, as vítimas de outras localidades ainda predominam, mas o número de acidentes em Campina também aumentou consideravelmente no primeiro trimestre do último ano. As pacientes do sexo feminino que dão entrada no Trauma, geralmente, são as que vêm na garupa, quase nunca que vem pilotando ou conduzindo. Isso mostra que as mulheres são mais prudentes e respeitam mais as leis de trânsito – contou.

Dos 27 óbitos ocorridos no primeiro trimestre deste ano, 23 foram de homens e quatro de mulheres. O que mantém a média do mesmo período do ano passado, que somaram 28 casos.

O médico ainda alertou para os casos de morte por acidente de trânsito. Segundo ele, apesar das muitas campanhas de conscientização, os números são de epidemia e o governo federal deve tomar medidas mais enérgicas para o combate.

– O número é devastador e vem destruindo famílias e, infelizmente, não conseguimos controlar e prevenir, estamos apenas remediando. Cabe ao governo federal tomar medidas drásticas, tendo conhecimento desses números. A imprudência no trânsito é a principal razão. Muitos dos que dão entrada vindos do interior, em sua maioria não estavam usando capacete e quando chegam aqui, geralmente são pacientes muito graves que tentamos reverter, mas o mecanismo do trauma foi muito grande, principalmente de crânio, o que leva ao óbito. Quando o óbito não ocorre, ficam com sequelas graves e sob o benefício do INSS – destacou.

*As informações são da Rádio Campina FM

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