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Economista explica como ficaria tabela do IR se corrigida em comparação à inflação

Da Redação*. Publicado em 15 de maio de 2019 às 12:16.

Diante da proposta de correção da tabela do Imposto de Renda, solicitada pelo presidente Jair Bolsonaro ao ministro da Economia, Paulo Guedes, o economista e professor Arlindo Almeida explicou como ficaria se a mudança realmente se concretizasse.

De acordo com ele, o sistema tributário nacional tem se mostrado ineficaz e injusto, e a defasagem já se acumula há 23 anos e chega a quase 100% da tabela. Se fosse corrigida integralmente, pela inflação, quem ganha menos de R$ 3.689,94 por mês, estaria isento de pagar o imposto. Hoje a isenção é para quem recebe até RS 1.909.

Foto: Paraibaonline

– As pessoas de menor poder aquisitivo estão aumentando sua contribuição para o Imposto de Renda. Outra injustiça é a contribuição mensal para dependente, que é de R$ 190 e deveria ser R$ 360. Este é um fator que contribui para “uma apropriação indevida” de recursos das camadas mais pobres da população. Os gastos com a educação, isso já na declaração anual, se limita a R$ 3.500 e quando deveria ser R$ 6.700. Então é urgente que se faça a reforma tributária – opinou.

O professor ainda explicou que o sistema tributário tem três áreas importantes: imposto sobre a renda, imposto sobre o consumo e o imposto sobre a propriedade. Conforme ele, para haver justiça social, é necessário que se mexa em todas.

– A distribuição da carga tributária brasileira é desconforme com a realidade do mundo inteiro. Apenas 7% do que se arrecada de tributos no Brasil é sobre o patrimônio; sobre a renda é 37% e sobre o consumo é 56%. Quem ganha mensalmente até cinco salários mínimos deveria pagar numa faixa menor e aumentaria essa para quem tem ganhos exorbitantes. Teria que se procurar um equilíbrio nisso e onerar mais quem tem o maior poder aquisitivo – explicou.

Ele ainda disse que se a mudança for feita somente diminuindo ou aumentando a faixa de isenção, vai trazer impactos nas contas públicas, mas há mecanismos para compensar isso, porque quem paga impostos como o IPVA, IPTU são pessoas que têm patrimônio, então a alíquota deveria ser maior para estes casos e para quem ganha mais.

*As informações são da Rádio Campina FM

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