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Deputados debatem formas de apoio e manutenção do Hospital Napoleão Laureano

Da Redação com Ascom. Publicado em 23 de maio de 2019 às 22:49.

Foto: Ascom

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta quinta-feira (23), audiência pública para debater formas de apoios e ações para a manutenção do Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, em razão das dificuldades financeiras enfrentadas pela instituição de saúde, que é referência no tratamento do câncer no estado.

A audiência, de iniciativa da Comissão de Saúde, Saneamento, Assistência Social, Segurança Alimentar e Nutricional da ALPB, tratou com autoridades médicas da Paraíba e profissionais de saúde do hospital possíveis alternativas para solucionar os problemas financeiros do Laureano.

O deputado Ricardo Barbosa (PSB), autor da propositura, ressaltou que é fundamental angariar recursos para a continuidade dos serviços do hospital.

“O Hospital Laureano é um dos maiores patrimônios da saúde pública do nosso estado, com esse viés de especificidade no tratamento do câncer, que é uma das enfermidades que mais matam aqui, na Paraíba, no Brasil e no mundo. Agora, o hospital clama por socorro. Hoje, só para se ter uma ideia, tem uma fila de quase 1.800 portadores de câncer à espera de uma vaga no Laureano”, lamentou.

“Então, se a gente não encontrar com o Governo do Estado, o Governo Federal, a população, autoridades, a classe política como um todo e esta Casa mecanismos para ajudarmos a salvar o Laureano, muito provavelmente teremos um recrudescimento dessa crise e muitas vidas serão ceifadas por falta de atendimento naquele grande hospital”, complementou.

Para o deputado Dr. Érico (PPS), que é presidente da Comissão de Saúde, a instituição é de extrema importância para a Paraíba e precisa de atenção especial.

“O Laureano é um hospital especializado em oncologia e tem prestado serviços que são indispensáveis, principalmente no tratamento do câncer. Então, precisamos ter uma olhar diferenciado, porque tem uma importância por ser uma referência”, declarou.

O deputado Branco Mendes (Podemos) destacou que a mobilização da sociedade pode ajudar o custeio das despesas do hospital.

“Nós só temos que fazer essa corrente do bem e pedir à sociedade e aos grande empresários, que olhem com carinho para que aquela instituição permaneça funcionando em serviço da população, porque, na realidade, eu costumo dizer sempre: não tem um município no estado da Paraíba que não encaminhe seus pacientes com câncer para o Hospital Napoleão Laureano”, disse.

De acordo com o presidente da Fundação Napoleão Laureano, Carneiro Arnaud, o apoio dos deputados é importante e afirmou que a iniciativa do Parlamento pode incentivar autoridades do estado a tomar conhecimento da gravidade da situação do hospital.“Nosso equipamento é o melhor no estado e temos uma larga equipe de profissionais ligados à saúde prestando serviço aos pacientes.

Foto: Ascom

Porém, nós compramos, por mês, um milhão de reais em medicamentos de quimioterapia e 92% dos pacientes vêm do SUS. Então, nós temos dificuldades financeiras, precisamos de mais recursos para comprar mais medicamentos e apoio para que o hospital funcione cada dia melhor”, afirmou.

Já o chefe da Física Médica do setor de Radioterapia do Laureano, José Marques, ressaltou que a falta de recursos impede o atendimento da crescente demanda do hospital.

“Atualmente, há uma procura muito grande, um problema de teto financeiro e muitos problemas localizados. A Paraíba, hoje, tem cinco serviços de oncologia credenciados pelo Ministério da Saúde e quatro deles, os mais antigos, precisam de uma melhor atenção, porque tem demanda reprimida. Não há como justificar um estado com o tamanho da Paraíba, com uma estrutura, do tamanho que a gente tem, ter gente querendo se tratar, ter a instituição e não ter tratamento”, concluiu.

Também participaram da audiência pública o deputado Cabo Gilberto Silva; o secretário-chefe de Gabinete da Prefeitura de Campina Grande, Bruno Cunha Lima; a gerente executiva de Atenção à Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Izabel Sarmento; o presidente da Rede Paraibana de Comunicação, Eduardo Carlos; a presidente do Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB), Renata Ramalho; o secretário de Saúde de Mamanguape, Antônio Máximo; o ex-presidente da ALPB, João Fernandes; o diretor clínico e técnico do Hospital Napoleão Laureano, Fernando Carvalho; o presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), George Coelho; e o presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), Roberto Magliano.

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