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Colunista comenta dificuldade de João Azevedo em administrar a base política

Da Redação. Publicado em 21 de maio de 2019 às 22:33.

Foto: Nyll Pereira

O cumulativo exercício do mandato está demonstrando a João Azevedo as agruras que o cargo de governador impõe a quem não tem no ´dna´ as particularidades da militância política.

Infelizmente, para ele e a população, administrar a coisa pública obedece a regras que fogem, com frequência, do campo da racionalidade e até da tolerância.

Como se não bastasse a artilharia pesada que tem vindo de uma oposição acanhada numericamente, mas com inesperada munição proporcionada pelo Ministério Público, João teve que reunir ontem lideranças de seu agrupamento partidário para debelar outro incêndio ateado pelo ´fogo amigo´.

Sua participação nessa nova fase da crise faz lembrar a antológica música ´Sonho impossível´, de Chico Buarque, imortalizada na voz inconfundível da cantora Maria Bethânia: “Quantas guerras terei que vencer/ Por um pouco de paz”.

No pano de fundo dessa recaída mais recente da crise socialista na Paraíba está o chefe de gabinete do governador, Nonato Bandeira, um ´cardeal´ do agrupamento ´girassol´ até o seu rompimento há alguns anos.

Apesar da reconciliação com o ex-governador Ricardo Coutinho, por circunstâncias eleitorais, ambos sabiam que “nada seria como antes”, para invocar a conhecida música de Milton Nascimento.

Como vários membros do atual governo, muitos vinculados a Ricardo, já ficaram precocemente pelo caminho no mandato de João, afastar Nonato da ´linha de frente´ talvez tenha sido imaginado como uma pseudo ´compensação´, como forma de preservar intacta a ´linha de transmissão´ entre o exercício da governadoria e o comando partidário.

*fonte: coluna Aparte, assinada pelo jornalista Arimatéa Souza

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