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Colunista alerta sobre o ´desmonte´ do aeroporto de Campina Grande

Da Redação. Publicado em 23 de maio de 2019 às 22:20.

Foto: Leonardo Silva/ Paraibaonline

As lideranças políticas de Campina Grande – diferenças partidárias à parte -, suas entidades representativas e a população em geral precisam reagir e aglutinar forças para fazer estancar o quanto antes esse de desatino para com a cidade.

Uma fonte credenciada informou à APARTE que teve início, silenciosamente, a retirada no Aeroporto João Suassuna do equipamento chamado EMS1 (Estação Meteorológica de Superfície).

Ou seja, os operadores é que farão as observações meteorológicas daqui por diante. Uma involução, portanto.

O efeito prático e imediato da medida é que, sem essa Estação, fica inteiramente inviabilizado o uso do equipamento ILS, um equipamento instalado no aeroporto campinense, mas que não funciona devido a entraves de natureza técnica.

Ter um ILS disponível significa reduzir significativamente a possibilidade de os aviões não pousarem na cidade devido ao mau tempo.

E só esta semana já tivemos dois voos cancelados pela madrugada. O fato deixou um rastro de contratempos e de aborrecimentos para dezenas de passageiros que, certamente, pensarão duas vezes antes de optarem pelo embarque em Campina quando da próxima viagem aérea.

Ao que se informa, a retirada da Estação foi determinada pelo Cindacta – Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo, vinculado à Aeronáutica.

Esse esvaziamento que sofre o ´João Suassuna´ é abominável e cercado de muito mistério.

O ILS instalado (e que não funciona) custa algo estimado em cerca de R$ 10 milhões.

Ações com essa de retirar a Estação Meteorológica fazem cair por terra o esforço que vários segmentos privados e públicos da cidade têm feito para buscar atrair novos voos.

Ainda dá tempo de reagir, e isso passa pelo somatório de forças. Do contrário nos preparemos para uma escalada de subtrações relevantes, em vários setores, porque a defesa dos interesses locais deve começar necessariamente por seus munícipes e/ou representantes.

O filósofo grego Platão ensinava que o primeiro passo para mover o mundo “será mover a si mesmo”.

*fonte: coluna Aparte, assinada pelo jornalista Arimatéa Souza

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