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CNI aponta baixo aumento da produtividade da indústria em 2019

Agência Brasil. Publicado em 30 de maio de 2019 às 23:52.

A produtividade da indústria praticamente se manteve estável no primeiro trimestre de 2019. O período assinalou crescimento de 0,1% em relação ao 4º trimestre de 2018. A informação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que analisou o volume produzido por fábricas e atividades extrativistas, considerando o total de horas trabalhadas pela mão de obra de diversos subsetores.

O dado guarda relação com o desempenho negativo do Produto Interno Bruto (PIB) avaliado divulgado nesta quinta-feira (30) pelo IBGE, – 0,2% nos três primeiros meses de 2019.

“Isso está tudo junto. Quando se achava que a economia ia retomar [o crescimento] não começou a retomar. Todo o processo de melhoria de gestão que deveria ser acompanhado com melhoria de investimento, acaba não acontecendo”, disse Renato da Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI.

O executivo teme que o não crescimento da economia e a falta de investimento resultem em recuo na produtividade no futuro e na redução de mercado para a indústria instalada no Brasil. “A perda de produtividade em relação aos nossos competidores vai gerar a perda de mercado, seja internamente ou para competir no exterior, especialmente com os países asiáticos”.

Desempenho segundo o subsetor

O estudo da CNI, disponível na internet , também traz análise por subsetores agregados da indústria nos últimos dez anos.

Foto: Agência Brasil

Conforme os dados apurados sobre produtividade, “o setor da indústria de transformação que mais apresentou ganho de produtividade do trabalho na última década foi coque [combustível derivado de carvão betuminoso, hulha], derivados do petróleo, e biocombustíveis, com crescimento anual médio de 6,1%, entre 2008 e 2018”.

No mesmo período, também tiveram resultados positivos de produtividade os subsetores de bebidas (2,9%); celulose e papel (2,5%); produtos diversos (2,4%); veículos automotores (2,15%); vestiários e acessórios (1,8%); máquinas e equipamentos (1,7%); produtos de metal (1,6%); químicos (1,1%); indústria de transformação (1,1%); madeira (1,1%); minerais não metálicos (0,3); móveis (0,1%) e alimentos (0,1%).

A pesquisa também apurou os subsetores que apresentaram perda de produtividade como couros e calçados (-1,3%); produtos farmacêuticos (-1,3%); produtos de borracha e de material plástico (-0,9%); têxteis (-0,6%); metalurgia (-0,4%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-0,2%).

Explicações
A equipe da CNI não fez uma investigação específica sobre cada subsetor, mas arrisca hipóteses sobre ganhos e perdas de produtividade. No caso de biocombustíveis, que apresentou ganho de produtividade, a explicação seria que houve maior uso de máquinas para a colheita de cana para a produção de etanol.

No caso de couros e calçados, que verificou queda de produtividade, foi limitante o tamanho das empresas, em alguns casos com produção artesanal. “Em muitos casos, a linha de produção é enxuta”, disse Fonseca. Segundo ele, o porte das empresas restringe a capacidade de inovar. Além do porte, o especialista ressalta que a produção de calçados sofre grande concorrência dentro e fora do Brasil, em especial dos produtos fabricados na China e no Vietnã.

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