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Bacalhau, camarão, lagosta, vinhos e uísques premiados… É o cardápio do STF

Da Redação. Publicado em 7 de maio de 2019 às 23:12.

Realisticamente falando, teria um tempero de hipocrisia, considerada a realidade cultural do País, imaginar um ministro da principal Corte brasileira fazendo refeições em restaurantes populares ou mesmo desfrutando, nas dependências do STF, apenas de pratos básicos.

Acontece que o STF divulgou, dias atrás, um pregão eletrônico que é um acinte logo à primeira vista, incompatível com os tempos atuais de vicissitudes generalizadas, devido à estagnação da atividade econômica.

É como se a toga que reveste a roupa dos ministros impermeabilizasse coletivamente a sensibilidade e o espírito público do colegiado.

Mas adentremos no pregão, estimado em R$ 1 milhão 134 mil e destinado para “serviços de fornecimento de refeições institucionais”.
Ou seja, contratar um fornecedor para as refeições servidas na Corte.

Na lista, reproduzida pela revista IstoÉ, estão produtos para pratos como bobó de camarão, camarão à baiana e “medalhões de lagosta com molho de manteiga queimada”.

Exige ainda que sejam colocados à mesa bacalhau à Gomes de Sá, frigideira de siri, moqueca (capixaba e baiana), arroz de pato.

Tem ainda vitela assada; codornas assadas; carré de cordeiro; medalhões de filé e “tournedos de filé”, com molho de mostarda, pimenta, castanha de caju com gengibre.

Os vinhos recebem atenção especial. Se for vinho tinto fino seco, tem de ser Tannat ou Assemblage, contendo esse tipo de uva, de safra igual ou posterior a 2010 e que “tenha ganhado pelo menos 4 (quatro) premiações internacionais”.

“O vinho, em sua totalidade, deve ter sido envelhecido em barril de carvalho francês, americano ou ambos, de primeiro uso, por período mínimo de 12 (doze) meses.”

“Se a uva for tipo Merlot, só serão aceitas as garrafas de safra igual ou posterior a 2011 e que tenha ganho pelo menos quatro premiações internacionais”.

Nesse caso, o vinho, “em sua totalidade, deve ter sido envelhecido em barril de carvalho, de primeiro uso, por período mínimo de 8 (oito) meses”.

Para os vinhos brancos, “uva tipo Chardonnay, de safra igual ou posterior a 2013”, com no mínimo quatro premiações internacionais.

A caipirinha deve ser feita com “cachaça de alta qualidade”, leia-se: “cachaças envelhecidas em barris de madeira nobre por 1 (um) ou 3 (três) anos.”

Destilados, como uísques de malte, de grão ou sua mistura, têm que ser envelhecidos por 12, 15 ou 18 anos.

O notável padre e escritor português Padre Vieira dizia que “mais temo os perigos da opulência que os danos da necessidade”.

*fonte: coluna Aparte, com Arimatéa Souza a revista istoé

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