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Filho de Bolsonaro contesta reportagem sobre multas de trânsito aplicadas à família

Folhapress. Publicado em 29 de abril de 2019 às 9:25.

Foto: Reprodução/

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O vereador Carlos Bolsonaro (PSC) afirmou neste domingo (28) que a reportagem da Folha de S.Paulo sobre as multas de trânsito aplicadas à família Bolsonaro nos últimos cinco anos é uma tentativa de induzir uma “narrativa mentirosa”.

“A Folha fez uma matéria que perdi 24 pontos na carteira de motorista em 5 anos, ou seja, mais uma vez não quer dizer nada. Tentam induzir mais uma narrativa mentirosa sem pé nem cabeça para desgastar o sobrenome! Se fossem assim com todos sairia cada coisa!”, disse, em sua conta em rede social.

A Reportagem mostrou neste domingo que o presidente Jair Bolsonaro, três de seus filhos e sua mulher, Michelle, receberam pelo menos 44 multas de trânsito nos últimos cinco anos, de acordo com os registros do Detran-RJ (Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro).

A Folha consultou as informações no site do Detran do Rio, com os dados da carteira de habilitação e de documentos pessoais. Os dados estavam disponíveis em procurações arquivadas em cartório e outros registros.

Com o discurso de enfrentar uma suposta indústria de multas, o presidente iniciou nas últimas semanas uma investida contra radares.

Declarou que cancelaria a instalação de 8 mil equipamentos nas estradas e que revisaria contratos dos já implantados. A Justiça Federal barrou as medidas.

O vereador Carlos Bolsonaro acumulou, em cinco anos, segundo o Detran, 24 pontos. Recebeu seis multas, mas teve uma cancelada –não há explicação sobre o motivo.

Das cinco que já transitaram em julgado, quatro foram por excesso de velocidade e uma por avançar o sinal vermelho, considerada violação “gravíssima”.

Sua infração de trânsito mais recente foi em dezembro de 2017, por excesso de velocidade, no Rio, o que lhe deu, à época, quatro pontos na carteira.

Os prontuários da primeira-dama e do senador Flávio têm infrações que extrapolam o limite de 20 pontos permitido por lei para o período de um ano, o que, em tese, pode resultar na suspensão do direito de dirigir. Os dois são os que mais colecionam pontos na carteira ao longo dos cinco anos, com 41 e 39 pontos, respectivamente.

Nem Michelle nem Flávio tiveram, por ora, a licença para dirigir suspensa. O Detran do Rio informou que o processo de suspensão pode ser aberto só depois de o condutor esgotar, sem sucesso, todos os meios de recurso administrativo. O prazo máximo para a instauração desses processos é de cinco anos.

A reportagem mostrou no último dia 15 que o número de mortes nas estradas brasileiras caiu nos trechos com radares de velocidade depois da instalação dos equipamentos.

A redução média de mortes foi de 21,7%. Os dados apontam ainda para uma redução de 15% nos índices de acidentes após a instalação.

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