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Deputado reafirma independência na ALPB e quer “ter o direito de pensar”

Da Redação*. Publicado em 15 de abril de 2019 às 20:30.

O deputado estadual Manoel Ludgério (PSD) comentou em entrevista nesta segunda-feira, 15, os 100 dias do governo de João Azevêdo (PSB) no Estado, aproveitando o ensejo para destacar o posicionamento que tem dentro da Assembleia Legislativa da Paraíba.

Conforme Manoel, é precipitado avaliar um governo com apenas 100 dias, principalmente um governo de sucessão, pois, segundo ele, não há tempo suficiente para nenhum gestor deixar uma marca neste curto período.

Foto: Paraibaonline

Foto: Paraibaonline

– Em 100 dias de governo, naturalmente, você estará inaugurando obras da gestão passada. Você só pode começar a analisar um governo a partir dos primeiros seis meses, a sua identidade, eu estou falando, as obras e ações. Soube pela imprensa que o governador autorizou a licitação para o Centro de Convenções de Campina Grande. Quando a licitação estiver pronta e ordem de serviço feita, por exemplo, começamos a analisar – frisou.

Apesar de não ter votado em João Azevêdo, Manoel destacou que torce para que o governo socialista dê certo e que tem uma posição política muito bem definida na Assembleia Legislativa, que, segundo ele, é de independência.

– Tenho uma boa relação com todo o parlamento. Tenho uma posição política muito bem definida. Algumas pessoas não têm entendido que eu, como o deputado João Bosco Carneiro Júnior, que se elegeu na bancada do governo, estamos criando um grupo na Casa de uma linha mais independente, que tem a tendência de crescer. Acredito que essa política que alguns querem fazer de bem ou do mal é de uma mentalidade de 1930. Não há como fazer política dessa forma. As pessoas têm o direito de pensar. Se eu estou integralmente numa bancada de governo, eu não posso sequer  deixar de seguir a orientação do líder. A mesma coisa é quem está na oposição, pois você fica limitado ao direito de pensar. Perdoe-me o deputado e líder da oposição Raniery Paulino, mas eu não posso estar votando contra tudo que o governo manda e também não posso estar votando a favor em tudo que o governo manda sem, ao menos, ler a matéria – explanou.

O parlamentar reforçou que estará votando nos projetos que beneficiarem a população e que não fará um papel de votar contra só por questões políticas, destacando que votou a favor de um empréstimo para o governo no valor de R$ 50 milhões, mas que votou contra a matéria do Executivo que previa a extinção da Empasa/Emater.

– Não vou estar comungando com determinadas posições da oposição de que entende que tudo que vem do governo temos que votar contra, e nem também do governo de que tudo que vier do Executivo eu tenho que votar a favor. Eu quero ter o direito de pensar, de raciocinar, de ler e tomar a decisão naquilo que for importante para o Estado. Quero que as pessoas compreendam que se o governador amanhã precisar de recursos para o Centro de Convenções de Campina Grande eu não posso ser contra. Agora se é uma determinada matéria que seja contra a sociedade eu não posso ser favorável, como a da extinção da Empasa. Não voto contrário seguindo a posição de Raniery, nem de Tovar ou de quem quer que seja na oposição – externou.

*Informações da Rádio Correio FM

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