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Vereador diz que decreto de calamidade pública em Campina tem fins políticos

Da Redação*. Publicado em 22 de março de 2019 às 9:40.

Foi decretada nesta quinta-feira (21) ‘Calamidade Pública’ em Campina Grande. O motivo é o desabastecimento de água que perdura desde sexta-feira passada. O decreto foi requerido pelos vereadores Alexandre do Sindicato (PHS) e Antônio Pimentel Filho (PSD).

Aprovado com dez votos na Câmara Municipal de Campina Grande, o decreto foi assinado no início da tarde pelo prefeito Romero Rodrigues (PSDB). No entanto, nem todos os vereadores concordaram com a proposta. Três votaram contra. Foi o caso de Anderson Maia (PSB).

Foto: Paraibaonline

Foto: Paraibaonline

O vereador de oposição criticou a proposta e disse que estava vendo diante de si uma situação contraditória. “No ano passado, ainda com Campina Grande em racionamento, eu escutei palavras demagogas e levianas ao Governo do Estado e à Cagepa”, afirmou.

Ele se refere ao fato de que em meados de 2017 ocorrera um embate entre situação e oposição sobre o racionamento de água que a cidade enfrentava desde o ano de 2014. Aliados do prefeito queriam a manutenção do racionamento.

A questão girava em torno da discussão sobre a transposição de água do rio São Francisco que acabara de aumentar o volume do Açude Epitácio Pessoa, o Boqueirão. Com isso, opositores garantiam que o racionamento poderia ser encerrado com segurança.

Na ocasião, o então secretário de Recursos Hídricos da Paraíba, João Azevêdo afirmou: “Temos dados técnicos do volume de vazão [da transposição do rio São Francisco] que nos permitem perceber que esse era o momento de encerrar o racionamento.

– Na época, queriam usar a pauta política de forma partidária. E estão fazendo novamente isso. Porque o interesse não é de defender o povo, não. É usar o ato para finalidade política. É isto o que eu tenho observado aqui: contradição e discurso demagogo – afirmou o vereador.

Maia falou que “alguns” têm utilizado a situação para “criar factoides políticos” com o objetivo de “privatizar” a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). “Os autores deste projeto são os mesmos que deram um cheque em branco para o prefeito”, acrescentou.

O tal “cheque em branco”, a que ele se referiu, é o Projeto de Lei (PL) nº 015/2019, sancionado pelo prefeito, que amplia a lista de serviços públicos que o município pode repassar para a iniciativa privada gerir por meio de parceria público-privada (PPP) ou concessões.

Um dos autores da proposta, Alexandre do Sindicato (PHS) rebateu as acusações. Com o decreto, defendeu, é possível acionar uma força-tarefa entre governo do Estado e município de Campina Grande para o “socorro das populações dos bairros mais distantes”.

O vereador disse ainda que a medida é necessária porque a situação de desabastecimento, na opinião dele, gerou na cidade “um verdadeiro calvário”. “A cidade vive um caos no abastecimento público. Tanto na saúde, quanto nas escolas”, afirmou.

A cidade está parcialmente sem água desde sexta-feira, quando uma pane elétrica ocasionou um incêndio no sistema de tratamento da subestação de Gravatá, em Queimadas. Um transformador foi atingido, impedindo o bombeamento no Açude Epitácio Pessoa, o Boqueirão.

*Com informações da Rádio Caturité FM

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