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Romero para Azevêdo: “Não somos nós os especialistas em crime organizado”

Ascom. Publicado em 22 de março de 2019 às 16:35.

O prefeito Romero Rodrigues (PSDB), de Campina Grande, reagiu duramente às declarações do governador João Azevêdo (PSB), em entrevista na manhã desta sexta-feira, 22, na qual lançou suspeitas sobre as causas da explosão na estação de tratamento de Gravatá, da Cagepa, em Boqueirão.

Em coletiva, ao considerar o fato muito estranho, Azevêdo tentou fazer conexões ao debate, estimulado pela Prefeitura, sobre a concessão da empresa em Campina.

– Sinceramente, o governador, ao insinuar nas entrelinhas suposta sabotagem no sistema de distribuição de água para a cidade, fala sobre um tema que não faz parte de nossa cultura política e naturalmente vamos botar a carapuça. Mas, a bem da verdade, esse tipo de prática que ele insinua fica bem a cargo de organizações criminosas, que não aplicam limites para seus maus feitos, como vem demonstrando no momento o Ministério Público e a Justiça em relação às atividades delituosas no alto escalão do Estado nesses últimos governos – respondeu Romero Rodrigues.

Indignado, Romero destacou que, de sua parte, diante da responsabilidade e compromisso com o povo de Campina Grande, sua atitude foi, sim, propositiva, no sentido de somar os esforços para que os problemas gerados pelo sucateamento da Cagepa fossem minimizados na cidade.

Foto: Codecom/CG

Foto: Codecom/CG

Uma série de medidas, com base num decreto de calamidade pública, vêm sendo adotadas desde ontem, após se constatar que a empresa estatal sequer teve capacidade de implementar um plano de contingência.

O chefe do Executivo municipal destacou ainda o contato pessoal com o comando do Corpo de Bombeiros na cidade e com a gerência local da empresa, oferecendo apoio.

De acordo com Romero, João Azevêdo, além de tudo, é mal informado. Ele lembrou, por exemplo, que esse debate sobre a concessão da Cagepa para exploração dos serviços em Campina Grande teve início a partir de uma ação judicial movida pelo ex-prefeito Veneziano Vital do Rêgo, atual senador pelo PSB, partido do governador, em 2006.

Na ocasião, a Justiça indeferiu o pedido, alegando que àquela altura ainda não tinha vencido o prazo da concessão, o que só veio a ocorrer em 2014, quando foram completados exatos 50 anos.

Romero Rodrigues observou que, mais do que ninguém, a Prefeitura de Campina Grande tem interesse direto em saber os reais motivos do incidente em Gravatá e estranha, por sinal, que a própria Cagepa só tenha decidido registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil seis dias após a explosão que danificou os equipamentos.

De sua parte, o prefeito já orientou o procurador geral do município, José Fernandes Mariz, a ingressar com um pedido de investigação junto ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB).

Para Rodrigues, por fim, há uma imagem que considera simbólica em relação ao desleixo, negligência e pouco caso da Cagepa e do Governo do Estado em relação à Estação de Tratamento de Gravatá e à própria cidade de Campina Grande.

Uma foto tirada após a explosão mostra que a pintura ainda existente no prédio data da primeira gestão do então governador Cássio Cunha Lima, em 2003, com a aplicação da marca institucional do governo do tucano.

“Há mais de uma década, aquela estrutura tinha sido deixada ao Deus-dará”, lamentou Romero.

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