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Nos 36 anos das Malvinas, presidente da SAB diz que bairro não tem o que comemorar

Da Redação*. Publicado em 22 de março de 2019 às 8:31.

A história de luta das Malvinas, em Campina Grande, tem que ser lembrada e comemorada, mas o bairro hoje só tem a reivindicar. Essa é a opinião de Mércio Franklin, presidente da Sociedade de Amigos do Bairro (SAB) daquela região.

A comunidade, situada na zona oeste da cidade, completa 36 anos de fundação neste sábado (23). O local surgiu como resultado de uma ocupação das casas populares construídas à época pelo governador Wilson Braga.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Ao fim da construção em 1983, as residências não foram entregues por falta de saneamento básico e infraestrutura hídrica e elétrica. Com as casas abandonadas, pessoas apossaram-se do local. Era o conjunto habitacional Bodocongó II, intitulado por Conjunto Álvaro Gaudêncio.

– Obviamente que temos que congratular os fatos históricos, afinal de contas as Malvinas tem uma particularidade: foi iniciada por um processo de ocupação e de muita luta. É um local pelo qual as pessoas tiveram que lutar para ter o direito à moradia – disse.

Porém, ressalvou:

– Mas hoje, as Malvinas só tem a reivindicar e lutar por seus direitos. Nós somos o maior bairro da cidade de Campina Grande, tendo aproximadamente 80 mil moradores (…), mas as duas maiores obras públicas do bairro estão paralisadas – criticou.

O presidente da SAB se refere às obras do canal de Bodocongó, trecho que interliga o contorno da avenida Floriano Peixoto até a ponte da rua Francisco Lopes de Almeida; e à Vila Olímpica, antigo campo do Guarany, na rua Jamila Abrahão Jorge.

Ele também reclamou que o trecho de acesso ao Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, pelo supermercado Maxxi, também na avenida Floriano Peixoto, está “completamente danificado” e que o bairro “não tem uma praça sequer”.

Com essas reivindicações, Mércio Franklin afirmou que a população encontra o bairro nos 36 anos de fundação sem muitos motivos para comemorar: “O momento é de luta porque não temos o que comemorar. O momento é de defesa da nossa comunidade”.

*Com informações da Rádio Caturité FM

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