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João Azevedo: proposta de mudança no BPC “é uma agressão à população”

Da Redação. Publicado em 8 de março de 2019 às 20:51.

Foto: Paraibaonline

O governador João Azevedo (PSB) conversou com os jornalistas de Campina Grande, quando de sua visita nesta quinta-feira à cidade.

Confira trechos a seguir.

Sobre a construção do centro de convenções de Campina Grande, disse que “provavelmente no próximo ano lançaremos a licitação”.

Segundo ele, o projeto arquitetônico foi concluído e estão sendo feitos os projetos complementares (elétrico, hidráulico, estrutural, entre outros).

João anunciou para abril um processo licitatório para construção de 100 ginásios de esportes para escolas estaduais.

Acerca da proposta divulgada pelo governo federal para a rolagem das dívidas dos estados – que deverá envolver preferencialmente bancos estrangeiros -, o governador observou inicialmente que “o valor que está sendo estabelecido para resolver o problema de todos os estados é insuficiente – R$ 10 bilhões. Esse valor não resolve efetivamente a questão”.

Para ele, “não incluir bancos brasileiros nesse financiamento, acho que dificulta, até porque a experiência que têm a Caixa Econômica e BNDES, com relações com os governos, facilitaria muito e agilizaria os processos”.

“Tratar com bancos sem relação, principalmente em termos de infraestrutura, isso vai gerar uma dificuldade enorme. Eu tenho a impressão que teremos que buscar outras alternativas”, acrescentou o socialista.

João disse que os contratos com as OS´s (organizações sociais) que administram hospitais do Estado vão terminar em junho próximo e que pretende “iniciar o processo de seleção” de novas OS´s a partir deste mês.

Ao tratar da reforma previdenciária, o governador disse que a proposta ideal para os estados “é aquela que tente resolver o problema do déficit atual. A reforma que está sendo proposta terá impacto somente nos próximos 10, 15 anos. E atualmente todos os estados têm um déficit com relação à previdência que é muito grande e precisa ser enfrentado”.

No caso específico da Paraíba – situou João – existe um déficit de R$ 110 milhões a R$ 120 milhões (mensal) com aposentados e pensionistas.

“Esse valor é muito grande”, frisou.

João Azevedo comentou ainda que “a proposta que foi apresentada estabelece e altera algumas relações que para nós são inegociáveis: a garantia de a previdência continuar constando da Constituição, porque qualquer mudança dependeria do governo do momento (se as mudanças pudessem ser feitas através de lei complementar). E estando na Constituição é uma segurança maior para a população”.

– Além disso, (a questão dos) benefícios continuados (BPC). São inaceitáveis as alterações que estão pretendendo fazer. Isso na nossa cabeça não cabe. É uma agressão à nossa população, principalmente a quem mais precisa – finalizou.

*fonte: coluna Aparte, com o jornalista Arimatéa Souza

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