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João Azevedo e a falta d´água: “Torço para que tenha sido um acidente”

Da Redação. Publicado em 24 de março de 2019 às 20:07.

Leia um resumo do que disse o governador João Azevedo (PSB) na entrevista coletiva que concedeu nesta sexta-feira, em Campina Grande, acerca do colapso no abastecimento d´água local.

“Esse acidente, por enquanto assim considerado, porque nós instauramos um processo de investigação para identificar o que efetivamente aconteceu com aquela subestação. Esse é um caso único no Brasil.

“Em nenhum outro local, uma subestação com o tamanho que ela tem (a de Gravatá) e com as proteções que ela tem, já ocorreu uma acidente como esse. E vamos buscar apurar com muita responsabilidade e tranquilidade o que aconteceu.

“Dentro de 72 horas eu tenho a certeza de que Campina voltará à sua normalidade em termos de abastecimento d´água. É um esforço muito grande, são mais de 50 pessoas trabalhando 24 horas desde o fato detectado.

“Eu digo sempre que torço para que a gente constate que tenha sido um acidente único no mundo. Eu torço porque eu não quero crer que alguém ou algum grupo tenha tido, nem de longe, imaginado provocar um dano tão grande, um prejuízo tão grande à população.

“Ao invés de se politizar, de estabelecer decretos, teria sido muito bom que outros parceiros tivessem entrado para colocar carros pipa à disposição da população (…) Dando as mãos os esforços teriam sido menores para cada um.

“Infelizmente, ao invés disso, alguns setores, sempre politizando a questão, preferiram a espetacularização na imprensa.

“O prejuízo, só para a reconstrução dessa estação, a Cagepa está estimando em aproximadamente R$ 4 milhões.

“Houve um esforço gigantesco. Foi determinada a contratação de uma auditoria externa para também auxiliar (na apuração do fato), para que cheguemos uma conclusão sobre o acidente.

“Há um esforço, em nível nacional, na tentativa de aprovar medidas provisórias que facilitam a privatização e a cessão, por parte das prefeituras, desse serviço (abastecimento d´água).

Foto: Paraibaonline

Foto: Paraibaonline

“A prefeitura de Campina aprovou na Câmara (de vereadores) uma lei que permite PPP (parceria público privada) nessa área.

“É isso que nos preocupa, porque os investimentos que são feitos, eu duvido muito que alguém tivesse a capacidade de dar uma resposta tão rápida (ao colapso d´água), em sete dias, com a reconstrução de uma subestação inteira.

“É isso que nos preocupa: agentes políticos, que ao invés de colocarem carros pipa à disposição do povo, simplesmente trabalharam com uma folha de papel decretando calamidade.

“A privatização da Cagepa significaria, para muitos municípios, a inviabilidade de seus sistemas (…) A Cagepa atualmente tem saúde financeira, capacitação técnica e determinação de governo para fazer. Essa é a diferença. Então, longe desse governo a pretensão de privatizar a companhia.

“Não preciso me justificar com relação a isso (só ter vindo a Campina nesta 6ª feira). No instante em que ocorreu o acidente, todos os órgãos do Estado estavam presentes. A presença do governador não acontece apenas de forma física. Estou nesse assunto desde que recebi a primeira informação, com todas as determinações e providências que precisavam ser tomadas.

“Eu não estive aqui durante esses dias, porque tive que fazer o lançamento do Orçamento Democrático do Estado; tive que lançar o Programa Cooperar, com um empréstimo que estamos fazendo (80 milhões de dólares) para injetar recursos na base da economia, que precisa tanto; porque estive em Brasília conseguindo aprovar a escavação da drenagem do porto de Cabedelo; estava em Brasília recebendo a possibilidade de implantar o VLT (veículo leve sobre trilhos) de Campina.

“Talvez as pessoas pensem que é a presença do governador que vai resolver. Eu não estive aqui, mas a subestação está construída. É assim que se age, e não com demagogia (…) Isso não me preocupa, eu não tenho a mínima intenção de capitalizar esse tipo de coisa. O esforço que nós fizemos esta semana em Campina valeu a pena.

Conservação

A Cagepa mantém uma rotina de manutenção, principalmente em subestações desse porte.  

“Nós vamos continuar defendo os interesses da não privatização do sistema. E Santa Rita, Campina e qualquer outra cidade que for nessa direção vai ter do governo uma posição contrária. Vamos sim pra justiça buscar os direitos que essa Companhia tem.

Afinal de contas, a privatização de um sistema como esse de Campina, que nem a produção da água ocorre na cidade, como seria feito o ressarcimento à Cagepa de todos os investimentos feitos ao longo desses anos com relação a esse sistema?

Ou seja, há uma série de questões que vão ser discutidas. E a posição (do governo) será a mesma.

“Se existisse a nota 11, nós daríamos nota 11 para toda a equipe da Cagepa e de vários outros parceiros, que tiveram a compreensão clara de que nesse momento era a hora de dar as mãos e resolver o problema”.

*Fonte: Coluna Aparte, com o jornalista Arimatéa Souza

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