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Coordenador da bancada da PB critica mudanças no BPC e na aposentadoria rural

Da Redação. Publicado em 15 de março de 2019 às 20:29.

Foto: ascom

As mudanças propostas na reforma da Previdência para o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e para a aposentadoria rural foram alvos de críticas do deputado federal Efraim Filho (DEM), coordenador da bancada federal da Paraíba na Câmara.

Os comentários foram feitos nesta sexta-feira (15) ao ir ao encontro de empresários na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campina Grande para debater a reforma da Previdência. Também estiveram presentes os deputados federais Pedro Cunha Lima (PSDB) e Julian Lemos (PSL).

Para ele, o BPC tem que permanecer com as regrais atuais de concessão. Com a reforma, o benefício assistencial pago atualmente a partir dos 65 anos para os idosos diminui para os 60, mas com redução no valor do pagamento. No lugar de um salário-mínimo, o prevê R$ 400.

Somente a partir dos 70 anos, o pagamento passaria a ser de R$ 998. As regras não mudam para os deficientes, mas ao idoso será acrescentado ao critério de renda familiar inferior a ¼ de salário-mínimo por pessoa, o cumprimento da regra de que o patrimônio familiar seja inferior a R$ 98 mil.

Outra mudança diz respeito à aposentadoria rural. Atualmente, a idade mínima é de 55 anos para mulheres e 60 anos para homens, com 15 anos de contribuição. Na PEC, essa contribuição sobe para 20 anos. E a idade é igualada nos 60 anos para os dois gêneros.

“Somos contra qualquer mudança do aposentado rural. Quem está de domingo a domingo, de sol a sol, pegando na enxada, ordenhando vaca, fazendo cerca, capinando muito, levando sol e poeira, é diferente de quem está na vida urbana”, afirmou o deputado.

Apesar das críticas, ele reconheceu que é preciso evoluir e avançar na quebra dos privilégios e na redução dos ‘marajás’ do serviço público”. A expressão é usada em referência aos funcionários que recebem altos salários na administração pública.

“O modelo atual é extremamente desigual. Tira do pobre para dar ao rico. O pobre humilde e o trabalhador privado estão sustentando o privilégio do juiz, do promotor e do agente político que se aposentam com mais de R$ 30 mil por mês, pago pelo dinheiro público”, afirmou.

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