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Colunista detalha o leilão dos aeroportos de Campina Grande e João Pessoa

Da Redação. Publicado em 16 de março de 2019 às 18:00.

Foto: Charles Sholl/Brazil Photo Press/Folhapress

Foto: Charles Sholl/Brazil Photo Press/Folhapress

Foi surpreendente, intensa e bilionária a disputa, ontem, pelos seis aeroportos nordestinos que passarão ao controle da iniciativa privada ao longo dos próximos 30 anos.

O lance decisivo foi dado faltando 15 segundos para encerrar o prazo de pregão do leilão.

Foi de R$ 1 bilhão e 900 milhões, dado pela empresa espanhola Aena, que opera o aeroporto de Madrid, na Espanha, entre outros.

Na verdade, a Aena foi com disposição para ganhar o leilão, ao ponto de ter proposto o lance inicial já no patamar de R$ 1 bilhão e 800 milhões, quando o valor do lance mínimo era de R$ 170 milhões.

Ou seja, a espanhola ganhou com um ágio de 1.010,69%.

Apesar de seis grupos terem se credenciado inicialmente para o leilão, a disputa se afunilou entre a Aena e a Zurich (Suíça), que já administra o aeroporto de Florianópolis (SC).

Essa última chegou a ofertar R$ 1 bilhão 851 milhões.

Realisticamente, como temos ressaltado neste espaço, o atrativo do leilão dos aeroportos nordestinos é o do Recife (PE), que tem 204 voos diários (pousos e decolagens), volume superior aos demais leiloados (João Pessoa, Campina Grande, Maceió (AL), Aracaju (SE) e Juazeiro do Norte (CE), que somam 154 voos por dia.

O aeroporto recifense é lucrativo e transportou no ano passado em torno de 8 milhões e 200 mil passageiros, contra 5 milhões e 100 mil dos demais – somados.

O governo terá direito a um percentual do faturamento desses aeroportos.

O dinheiro terá que ser pago à vista, quando da assinatura do contrato.

A projeção feita aponta que esse conjunto de aeroportos, no final da década de 2040, estará movimentado um volume anual de passageiros da ordem de 41 milhões de pessoas.

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