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Colunista comenta a despedida de Edilane Araújo da TV Cabo Branco

Da Redação. Publicado em 16 de março de 2019 às 17:12.

Foto: Arquivo Pessoal -Reprodução Facebook

Foto: Arquivo Pessoal -Reprodução Facebook

Se a TV Cabo Branco, enquanto empresa, tivesse fisionomia, à ótica de seus telespectadores, inexoravelmente, seria a da jornalista Edilane Araújo.

Se a mesma emissora possuísse sotaque, certamente seria o da jornalista que por mais de três décadas irrompeu nas casas dos pessoenses – e esporadicamente de todos os paraibanos – com o seu timbre inconfundível.

É possível, compreensível – e diria até inevitável – que o telespectador discorde, critique e/ou até reprove eventualmente a linha editorial do Grupo Paraíba em sua raiz televisiva na Capital.

Mas é praticamente consensual o reconhecimento e a valorização dessa profissional, cujo tempo à frente do telejornal noturno atesta por si só as suas qualidades singulares na mídia televisiva paraibana.

O que fascina, encanta e marca a sua trajetória nas visitas diárias a incontáveis lares é que a Edilane que aparecia na TV – e mais recentemente nos aplicativos – é exatamente a mesma quando saia da frente das câmeras.

E quando as pessoas percebem essa correspondência entre o que contemplam oticamente e o que intui o coração, processa-se a empatia que é algo intangível, raro e duradouro.

Edilane mistura a natural vocação e paixão pela profissão com a alegria e o amor do exercício laboral.

Em alguma medida, ela faz lembrar a escritora Martha Medeiros: “A paixão é para todos, o amor é para poucos. Paixão é estágio, amor é profissionalização. Paixão é para ser sentida; o amor, além de ser sentido, precisa ser pensado”.

A despedida da ´frente das câmeras´ de Edilane Araújo ocorre pela dinâmica inescapável do tempo.

Mas deve, igualmente, demarcar um momento em que os seus amigos, fãs (olha eu aqui!), admiradores, colegas de trabalho e empresa empregadora não contenham no imaginário a certamente desmedida admiração e a justa, pública e necessária gratidão.

Lá atrás na história, um filósofo grego de nome esquisito (Antístenes) cunhou uma frase curta e lapidar, oportuna para fechar essas considerações: “A gratidão é a memória do coração!”

*fonte: Coluna Aparte, com o jornalista Arimatea Souza, publicada no Paraibaonline.

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