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Vereador avisa que bancada de oposição não servirá de “barganha interna”

Da Redação. Publicado em 14 de fevereiro de 2019 às 20:52.

Foto: Paraibaonline

O vereador de oposição na Câmara de Campina Grande, Anderson Maia (PSB), comentou sobre a rusga entre os parlamentares da bancada de situação na Casa de Félix de Araújo e as polêmicas envolvendo os cargos da Mesa Diretora para o segundo biênio.

O mais recente fato foi a renúncia do vereador Saulo Germano (PSDC) ao cargo de 2° secretário da Mesa, uma semana depois do colega Sargento Neto (PRTB) também renunciar ao posto por conta de insatisfações e falta de autonomia em relação à função.

O vereador Márcio Melo, apesar de concordar com a “inutilidade” das funções de secretário, assumiu o cargo de 1° secretário. Nessa quinta-feira, 13, a Casa deu posse aos novos secretários João Dantas (PSD) e Renan Maracajá (PSDC).

Entretanto, Maia frisou que ninguém sabe ao certo o que aconteceu entre os vereadores insatisfeitos (Sargento Neto, Márcio Melo e Saulo Germano) e que a tão falada emenda, que tratava de mudar o Regimento Interno para dar mais autonomia aos secretários da Mesa, não chegou a ser apresentada e muito menos votada.

O parlamentar deixou claro a postura da bancada de oposição, que, segundo ele, não comunga com a mudança no Regimento Interno do jeito que foi posta pelos vereadores insatisfeitos com a gestão da presidente Ivonete Ludgério, a qual classificou como “barganha interna”.

– Esse projeto não chegou a ser apresentado e nem a ser votado. Houve um questionamento para a bancada de oposição, mas fomos coerentes com o que sempre defendemos. Independente de lados partidários, entendemos que toda essa movimentação era somente para utilizar os nossos cinco votos para uma barganha interna dessa insatisfação. Nós não iríamos comungar com esse tipo de situação e não comungamos. A briga, entre aspas, já apaziguou, justamente porque não teve a votação de cinco vereadores para poder reforçar essa mudança e eles [Sargento Neto, Márcio Melo e Saulo Germano] tiveram que recuar e entrar em acordo – comentou.

Anderson também indagou sobre os parlamentares insatisfeitos não terem questionado as funções dos secretários no primeiro biênio, onde o 1° secretário era o colega de bancada e atual líder da oposição, Bruno Faustino.

Em relação aos cortes de despesas feitos pela presidente Ivonete Ludgério (PSB), Maia frisou que a medida não foi feita às escuras, como foi propagado e reclamado pelos vereadores descontentes com a gestão.

– Isso não foi escondido. Talvez o vereador esteja reclamando por algo que ele mesmo não queira externar. Mas, o que tenho a dizer é que isso foi linear e para todos os vereadores. A presidente deu uma entrevista coletiva anunciando. Foi externado [referindo-se que a medida foi avisada à bancada de oposição], teve sim algumas reuniões. Esse tipo de situação tem que ser resolvido dentro da Câmara e não externado como foi, quando, na verdade, deveríamos estar discutindo os problemas da cidade e estava aí vereador brigando por picuinha interna e, muitas vezes, por questões pessoais – reprovou.

O vereador ainda frisou que a função de parlamentar de oposição tem sido respeitada pela gestão da presidente Ivonete, apesar de haver um desrespeito em relação às matérias do Executivo, que, conforme Maia, “é passada no rolo compressor”.

Contudo, refutou também que haja um tratamento igualitário entre as bancadas.

– Não tem como um vereador de oposição ter o mesmo tratamento em relação às influências e pedidos que são direcionados à Prefeitura de Campina Grande – corroborou.

As declarações repercutiram na Rádio Correio FM, nesta quinta-feira, 14.

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