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“Se entregou porque estava sem saída”, diz delegada sobre prisão de ‘Purê do Araxá’

Da Redação. Publicado em 9 de fevereiro de 2019 às 11:59.

“Frio e perigoso”, era “um verdadeiro terror” para a Rainha da Borborema. Assim a delegada Helen Maria traçou o perfil de um dos bandidos mais procurados de Campina Grande, no Agreste paraibano: o ‘purê do Araxá’, que se entregou nesta sexta-feira (8).

Acompanhado por vários fiéis de uma Igreja Evangélica, José Diego Sousa, de 20 anos, foi espontaneamente para a Central de Polícia na madrugada desta sexta. Na ocasião, ele estava com uma arma na mão e um exemplar da Bíblia na outra. Sobre ele, pesam várias acusações de homicídios, tráfico e roubo.

Entretanto, segundo a delegada, ações policiais o forçaram a se entregar. Ela explicou que a Polícia estava rondando o bairro do Araxá, zona Norte, desde sexta-feira (1), em busca do assassino do ex-presidiário Romário Domingos da Rocha. Suspeito de participação no caso, José Diego teria fugido.

“Isso levou ‘Purê’ a sair do Araxá para buscar proteção na casa de familiares no Pedregal, zona Oeste”, afirmou. Só que sendo procurado pela Polícia e também pela criminalidade em geral de Campina Grande, os parentes o teriam forçado a deixar o local. “Ele ficou praticamente sem saída”, explicou.

Foto: montagem/Paraibaonline

Foto: montagem/Paraibaonline

A delegada, então, resumiu a situação da seguinte forma: “Se entregou porque estava sem saída. A Polícia Militar estava dentro do Araxá e ele não podia retornar ao bairro em que ele se sentia acolhido. Então ele passou a ficar vulnerável”.

Responsável pelas rondas na região, o comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar da Paraíba afirmou que a localidade, extensa e com mata ao redor, dificultou os trabalhos da polícia, que tinha por objetivo prender o suposto autor do homicídio. Apesar disso “não saímos do local”, afirmou.

“Com uma saturação intensa, ele [José Diego] não teve como sair ou tentar outro ato delituoso no bairro. Com isso, ele se sentiu acuado e se entregou para as autoridades, que estão fazendo as apurações”, afirmou o tenente-coronel Rogério Damasceno.

Ao comentar o caso, o ‘purê do Araxá’ afirmou que não foi encurralado, ele se entregou por “arrependimento”. “Não quero mais essa vida. Minha arma a partir de hoje é essa aqui”, falou apontando para a Bíblia. Ele negou ter assassinato o ex-presidiário Romário Domingos da Rocha.

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