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Insa espera funcionamento do Centro de Dessalinização em Campina nos próximos dias

Da Redação*. Publicado em 8 de fevereiro de 2019 às 12:30.

Campina Grande irá sediar o Centro de Testes de Tecnologia de Dessalinização. O governo federal pretende trazer adaptações de Israel para o sistema que já é utilizado no Brasil.

O principal parceiro do projeto na cidade de Campina Grande será o Instituto Nacional do Semiárido (Insa), que terá participação ativa na difusão do projeto por todo o país.

Em entrevista à Rádio CBN, o diretor do Insa, Salomão Medeiros, falou que a proposta do governo federal para os próximos 100 dias é instalar um centro de tecnologias de testes de dessalinizadores.

– Esse centro vai avaliar o grau de maturidade tecnológica dos dessalinizadores atualmente comercializados no país. Objetivando inovação e melhorias desses dessalinizadores – disse.

Foto: Ascom

Salomão disse também que o principal papel do Insa será abrigar o centro tecnológico de testes, que, segundo ele, está sendo instalado na estrutura já existente do instituto e na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), mediante o laboratório de referência em dessalinização.

– Nós temos uma parceria, já está firmada, já elaboramos o plano de trabalho. Espero que nos próximos dias já estejamos em pleno funcionamento – destacou.

Segundo o diretor do Insa, o ministério irá lançar em breve uma chamada pública para que as empresas possam enviar seus sistemas de dessalinização para avaliação do desempenho tecnológico.

Ainda segundo Salomão, atualmente as águas utilizadas para tratamento nos processos de dessalinização são de poços.

– A maioria dos poços são águas salinas ou salobras, então há um processo de dessalinização. Nesse processo é gerado água de boa qualidade, tem um chafariz onde se distribui para consumo humano e de animais – explicou.

O diretor do Insa explica que o rejeito produzido pelos dessalinizadores pode ser utilizado de diversas formas. Entre os meios mais conhecidos está o tanque de decantação, onde a água é evaporada e o sal encaminhado para aterros sanitários.

Segundo ele, em alguns equipamentos mais avançados, a água com alta concentração de sal é utilizada em tanques para criação de peixes.

– O rejeito desse tanque, após a criação da tilápia, é utilizado para irrigação de uma planta que serve como forrageira, muito conhecida como erva sal, o nome dela é Atriplex. Isso é um dos sistemas. Temos sistemas também que ao invés de criar peixes pratica a hidroponia, produção de alface com água altamente salina – finalizou.

*As informações foram veiculadas na Rádio CBN

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