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Em Campina, ano letivo começa para mais de 1,5 mil alunos com deficiência

Da Redação com Codecom/CG. Publicado em 18 de fevereiro de 2019 às 15:01.

Aos 4 anos, Wesley Gabriel, diagnosticado com hidrocefalia e a síndrome rara “Dandy Walker”, começou a estudar no pré-1 da Escola Municipal Padre Antonino, em Bodocongó, após concluir o maternal na Creche Cotinha Carvalho, no bairro do Pedregal.

Filho único da dona de casa Maria Ranielle, de 26 anos, Wesley, que depende de uma cadeira de rodas para se locomover, tem uma rotina intensa de segunda a sexta-feira.

Pela manhã toma café e segue direto pra escola, onde interage com outras crianças, brinca e aprende a lição repassada pela professora com o auxílio da cuidadora.

Emocionada, a mãe de Wesley lembra a primeira vez que o filho conseguiu segurar o lápis e rabiscar o papel.

“A cuidadora colocou o lápis na mão dele e ele segurou forte e, mesmo com dificuldade motora, começou a rabiscar e passar as folhas do caderno. Naquele momento eu vi que meu filho era capaz”, relatou.

Foto: Codecom/CG

Foto: Codecom/CG

Ranielle conta que antes de frequentar a escola o menino não interagia com outras crianças e vivia agitado.

“Desde que ele começou a estudar desenvolveu bastante na questão do convívio com outras crianças. Como mãe, eu me sinto uma vitoriosa porque cada coisa nova que meu filho aprende é uma conquista pra gente”, disse, ressaltando a importância do cuidador no desenvolvimento do filho.

Assim como Wesley, mais de 1,5 mil crianças com deficiência ou dependência são atendidas no Sistema Municipal de Ensino.

A qualidade do atendimento nas creches e escolas de Campina Grande foi referenciada pelo Ministério da Educação e o município se tornou modelo para outras regiões do país.

Para se ter uma ideia da importância de garantir acesso, permanência e progressão a crianças atendidas na educação especial, de 2014 para 2018, o número de crianças com deficiência ou dependência na Rede Municipal cresceu de 500 para 1,5 mil.

Na visão da secretária de Educação, Iolanda Barbosa, os dados refletem o compromisso da gestão municipal com a garantia de educação de qualidade para todas as crianças, valorizando a política de inclusão.

“Crescemos também no número de cuidadores para aquelas crianças que o laudo atestam dependência e hoje temos mais de 200 profissionais atuando em nossas creches e escolas”, finalizou.

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