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Comissão de Saúde da OAB-CG vai investigar caso de suposta negligência no Isea

Da Redação*. Publicado em 22 de fevereiro de 2019 às 12:52.

A Ordem dos Advogados do Brasil de Campina Grande (OAB-CG) está investigando um caso de suposta negligência no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea), a pedido da família de uma gestante que perdeu o bebê após 12 dias na UTI da unidade hospitalar.

Segundo informações da família, a mãe da criança, que estava grávida de gêmeos, chegou ao hospital com fortes dores e foi liberada de volta para casa por duas vezes e acabou entrando em trabalho de parto durante a madrugada.

Foto: Paraibaonline

Foto: Paraibaonline

Em entrevista à Rádio CBN, Rebeca Coury, da Comissão de Direitos da Saúde da OAB-CG, disse que a família buscou auxílio deles após tentar realizar um boletim de ocorrência na Delegacia Central e não conseguir, com a justificativa de que até então a criança não havia chegado a óbito.

– No dia que eles nos procuraram, eles tinham ido até a Delegacia Central de Polícia aqui de Campina Grande, para a Delegacia Especializada da Infância e da Juventude, para registrar um Boletim de Ocorrência e houve a recusa por parte da delegada, segundo a família – disse.

Ela destacou também que no dia havia outras medidas urgentes para serem tomadas tendo em vista a gravidade do bebê internado, mesmo com a mãe e a outra criança saudáveis.

– Ninguém do hospital, e eu repasso todas as informações que a família me passou, havia se comunicado com eles para tranquilizar de que ela teria assistência de ficar atendendo aos dois bebês. Porque sabe-se que existe a casa da gestante, e que esse suporte deve ser dado não só para pacientes de fora de Campina Grande – explicou.

Ainda segundo a advogada, a OAB-CG entrou em contato diretamente com a direção do Isea e conseguiu que o suporte da Casa da Gestante fosse estabelecido, para que a mãe pudesse dar o auxílio necessário ao bebê que veio a óbito na semana passada.

Rebeca explica que a OAB irá acompanhar o processo de sindicância e os procedimentos do Conselho Regional de Medicina (CRM).

– A gente não pode aqui ser leviano de acusar sem que a gente possa ver quais as circunstâncias que foram esse atendimento porque escutamos a família. A gente sabe que pelo fato de assim que ela chegar em casa ter o filho, alguma coisa houve de estranho – enfatizou.

Além disso, Rebeca expõe o questionamento dos motivos que se deram a essa sequência de erros no atendimento, já que a mãe das crianças, com apenas 17 anos, era acompanhada pelo próprio hospital desde o pré-natal.

– O que nos chama atenção nesse caso é exatamente isso, é a cadeia de situações que se sequenciaram até culminar nessa tristeza que foi essa criança vir a óbito – finalizou.

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