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Colunista detalha sessão ordinária da ALPB com João Azevedo

Da Redação. Publicado em 5 de fevereiro de 2019 às 22:00.

Antes mesmo da solenidade de abertura do ano ordinário na ALPB, o bloco de oposição – que passa a ser liderado pelo deputado Raniery Paulino (MDB) – mostrou ´as suas garras´ através do deputado Walber Virgulino (PSL), que anunciou estar colhendo assinaturas para a instalação de uma CPI (comissão parlamentar de inquérito), com a finalidade de aprofundar a investigação que ronda a organização social Cruz Vermelha Brasileira, da região Sul.

Walber também defendeu o afastamento dos dois secretários estaduais envolvidos nas denuncias contra a Cruz Vermelha (detalhes mais abaixo).

“Na Paraíba nunca se instalou uma CPI com seriedade. E agora temos a oportunidade de passar a Paraíba a limpo. O povo da Paraíba reclama da saúde constantemente, e a gente sabia que tinha alguma coisa de errado, devido aos indícios de irregularidades”, justificou.

“Temos que agir com coragem e responsabilidade. Ninguém está condenando por antecipação nem politizando a situação”, acrescentou Walber.

O deputado adiantou que conta com o endosso de 12 deputados para criar a CPI.

Na solenidade, o presidente da ALPB Adriano Galdino (PSB) enfatizou que o governador “pode ter absoluta certeza de que esta Casa será parceira” do Executivo.

“Cada um de nós, com as nossas diferenças, com os nossos pontos de vista diferentes. Mas uma coisa nos une: o amor que temos à Paraíba”, adendou.

Sabidamente não muito afeito às tribunas e aos discursos, João Azevedo (PSB) fez um discurso rápido para a tradição da cerimônia – cerca de 16 minutos –, limitando-se a repisar os feitos administrativos de oito anos da gestão socialista no Estado e pontificando a liderança desse processo do ex-governador Ricardo Coutinho.

João foi comedido nos próximos passos do governo de ´continuidade´, dando ênfase às obras relacionadas aos recursos hídricos e à decisão de fazer com que o projeto Costa do Sol – infraestrutura turística para João Pessoa e outros municípios – “saia do papel”.

Discurso à parte, a grande motivação dos jornalistas era saber do governador a sua reação diante das denúncias contra a Cruz Vermelha (RS), que resvalam na administração estadual por força dos hospitais que ela administra.

“Na verdade, a investigação continua acontecendo. Primeiro, não se pode nem julgar nem condenar por antecipação. Os dois secretários citados na matéria (programa Fantástico do último domingo, com referências a Livânia Tavares, da Pasta da Administração, e Waldson Souza, do Planejamento) foram objeto de um mandado de busca para a recuperação de documentos que o Ministério (Público) entendeu fazer. Isso não significa, absolutamente, culpabilidade de quem quer que seja”, discorreu.

Segundo João, “não é dessa forma que se trata as coisas, até porque os fatos que levaram a essa decisão referem-se, por exemplo, ao fato de Waldson ter sido secretário de Saúde em 2011 e 2012. E ao fato de a secretária de Administração ter feito um trabalho de licitação à época da contratação. Ou seja, não se trata de dúvidas com relação ao trabalho feito pela Cruz com relação à Secretaria de Saúde”.

Azevedo disse que “não há a pretensão” de afastar dos cargos os dois referidos secretários.

Ainda de acordo com o socialista, “o processo está sendo tratado como precisa ser tratado. O governo do estado não foi citado nem envolvido em nada. Nós tomamos providências, inclusive com a intervenção, para preservar o serviço que precisa ser prestado”.

“Não está em discussão – sublinhou João – o modelo de contratação de OS (organização social), porque esse foi o modelo que tirou o Hospital de Trauma do caos que ele era em 2011 para a situação atual. É um hospital que presta, efetivamente, serviços à população de excelente qualidade. Feche aquele hospital que você vai ver o que vai acontecer com a saúde do Estado, principalmente da região metropolitana. A discussão não é essa. O modelo está correto”.

Para o governador, “é preciso que se levantem algumas questões e a interventoria está levantando, para ver se há algum tipo de problema na relação entre a Cruz Vermelha e seus fornecedores. Não é a relação entre governo e Cruz vermelha”.

“É entre a Cruz Vermelha e seus fornecedores, que o objeto dessa investigação que começou no Rio de Janeiro”, reforçou.

O governador disse que o servidor mostrado na reportagem recebendo uma caixa de embalagem de vinho (presumivelmente com dinheiro) pediu exoneração do cargo, “porque se sentiu incomodado diante da situação. E eu atendi prontamente”.

Sobre a eventual instalação de uma CPI, o socialista respondeu que “é uma decisão da Assembleia. O governo não tem nada com isso. Vejo com a maior tranquilidade”.

João Azevedo concluiu que cabe ao Ministério Público, que conduz a investigação, “dar a devida resposta à sociedade. Eu nem ninguém pode antecipar resultado de investigação, que está acontecendo”.

– O governo não tem receio de qualquer tipo de investigação que se proceda de forma isenta. E não se pode confundir o valor que foi pago durante 8 anos a uma empresa prestadora de serviços como sendo o valor objeto de desvio – ressaltou.

*fonte: coluna Aparte, com o jornalista Arimatea Souza

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