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Publicitário campinense lança livro e fala de amor pela literatura. Ouça entrevista

Da Redação. Publicado em 9 de janeiro de 2019 às 11:57.

O publicitário campinense Asueli de Moura (foto) está lançando a pré-venda de seu primeiro livro intitulado “Manual de como criar Asas”.

Foi desde os tempos de escola que surgiu o seu amor pela literatura. No curso de Comunicação Social, da UEPB, o agora também escritor passou a colocar em prática o que gostava de fazer.

Foto: Paraibaonline

Foto: Paraibaonline

– É um momento muito especial o lançamento desse livro. Desde que comecei a ler eu tive um bom desempenho escolar. As escolas do sítio onde residia não ofereciam grandes oportunidades. Grande parte dos meus colegas iam para escola somente pela merenda, e para a grande maioria era a única refeição do dia. Então não havia como ter interesse pela leitura nessas circunstâncias. Já no meu caso, tive a felicidade de ter o que comer, o alimento nunca nos faltou. Eu sou filho adotivo e nessa base da adoção se dá toda minha história afetiva. Minha família é fantástica e costumo dizer que a adoção é o maior ato de amor: qualquer outro é feito para fora e a adoção você traz a pessoa para dentro da sua vida – discorreu o publicitário em entrevista ao programa ´Conexão Caturité´, 1º lugar de audiência no horário do meio dia em Campina Grande, e que vai ao ar na Rádio Caturité FM, de 2ª a 6ª feira, das 11h às 13h.

A professora Rivaldina – recordou – ficou entusiasmada com o gosto pela leitura de Asueli e o presenteou com um livro que tinha em letras grandes na capa a palavra Ciências. Desde então o conhecimento sobre os planetas, os animais e o corpo humano o encantou.

Rivaldina também aconselhou os pais de Asueli que o colocassem em uma escola melhor.

– Eram 12 quilômetros da minha casa para a escola e era muito pesado para minha idade, porque o deslocamento era de bicicleta. Mas naquele momento eu não admirava o “meu lugar. Hoje eu sei que o que marca um lugar são as pessoas que vivem ali e vez por outra eu preciso ver o verde ou a seca – disse Asueli aos ouvintes, na entrevista que concedeu ao jornalista Arimatéa Souza.

O publicitário contou que o irmão comprou uma casa em Campina Grande para os filhos estudarem e ele os seguiu. A mãe dele gostaria que ele fosse padre ou médico, pois na época ela acreditava que havia somente essas duas possibilidades de realização pessoal, com as quais o escritor não se identificava.

– No sítio havia o rádio ´campeão´, a tv era a bateria e eu só assistia novela porque descarregada. Em Campina, eu tive mais facilidade aos meios de comunicação, me identifiquei fortemente com a área de comunicação. Certa vez questionei um amigo sobre qual curso eu devia fazer levando em consideração meu gosto por rádio e TV e ele me disse que seria o curso de Comunicação Social e que havia na UEPB – contou.

A comunicação foi o alicerce para o gosto pela leitura do escritor. Logo no início do curso Asueli passou a buscar disciplinas de assessoria de comunicação, que ele se identificava e acreditava que daria dinheiro, visto que não tinha família que o ajudasse a conquistar um espaço de destaque na mídia.

– Estudei muito empreendedorismo e comunicação em paralelo. Tive experiência na Igreja Verbo da Vida quando entrei para a igreja evangélica. No período a igreja estava formatando e profissionalizando a comunicação – assinalou.

Segundo Asueli, esse momento conturbado atual foi a inspiração do livro, assim como as mudanças abruptas na sociedade ao longo dos tempos com a internet, a sociedade de consumo e a transformação para o virtual.

Conforme o publicitário, “os tempos atuais são de desencontros de nós com nós mesmos. O livro é um reencontro da minha essência e traz a oportunidade do leitor se reencontrar com histórias leves e agradáveis que irão conduzi-lo para esse mundo de possibilidades de ser feliz e de ser livre”.

As pessoas se admiravam pelo espirito livre de Asueli, quando, por exemplo, saía de um trabalho que muitos cobiçavam, porque num dado momento deixou de agradá-lo. Para ele isso é um ato de liberdade e de não se agarrar em coisas superficiais.

Escute aqui a conversa no ´Conexão Caturité´.

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