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Mais de 90% dos criadouros de Aedes aegypti em Campina podem ser evitados

Da Redação com Codecom/CG. Publicado em 16 de janeiro de 2019 às 9:03.

No primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti de Campina Grande em 2019 a Secretaria Municipal de Saúde constatou que 93,5% dos criadouros encontrados ficam no nível do chão, o que significa dizer que estão ao alcance dos moradores e poderiam ser evitados.

Os criadouros no nível do chão são tambores, baldes, caixas d’água, formas, garrafas e outros recipientes de acúmulo de água. De acordo com a Coordenadora de Vigilância Ambiental, Rossandra Oliveira, esses pontos de focos do mosquito poderiam ser evitados se os reservatórios fossem vedados, fechados, limpos ou emborcados, em caso de não uso.

Foto: Codecom/CG

Foto: Codecom/CG

“A população precisa entender que esse combate é um trabalho de mão dupla. Não adianta apenas fazer a nossa parte do poder público, que está sendo feita, se a população não tomar conta dos seus depósitos com água e não fazer faxina nos seus quintais”, avaliou.

Durante o ano de 2018 foram realizados 56 mutirões de combate ao mosquito, além do trabalho rotineiro dos Agentes de Combate às Endemias. A equipe, com apoio da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), também recolheu 275 toneladas de pneus inservíveis espalhados pela cidade que poderiam servir como abrigo para o Aedes.

Foto: Codecom/CG

Foto: Codecom/CG

Todo esse trabalho também foi acompanhado pela distribuição de hipoclorito de sódio, piaba, tampas de caixa d’água e limpeza de terrenos baldios.

Com essas medidas, a Prefeitura Municipal de Campina Grande conseguiu reduzir o índice de infestação do mosquito. Os índices tinham ficado sempre acima de 4%, o que representa alto risco de proliferação das doenças transmitidas pelo Aedes, mas no último levantamento do ano o resultado caiu e 3,3% das casas vistoriadas apresentaram focos.

No primeiro levantamento de 2019 o índice foi de 3,2%. No comparativo com o mesmo período do ano passado, o índice caiu 2 pontos, já que em janeiro de 2018 o resultado era 5,2%.

“É preciso analisar os índices no comparativo com o mesmo período do ano anterior, já que os resultados mudam de acordo com as condições climáticas, as estações e outros fatores. No verão, por exemplo, o ciclo reprodutivo do mosquito é mais rápido”, disse o Diretor de Vigilância Ambiental, Miguel Dantas.

O primeiro LIRAa de 2019 mostra que 10 dos 51 bairros apresentaram índice superior a 4%. Em janeiro de 2018 mais da metade dos bairros, 27 bairros e distritos, passaram dos 4%.

Além dos levantamentos, os boletins epidemiológicos também oferecem semanalmente informações a cada semana sobre a infestação do mosquito e a proliferação das doenças.

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