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Governador João Azevêdo: “O PT precisa fazer uma autocrítica”

Da Redação. Publicado em 10 de janeiro de 2019 às 15:43.

Foto: Paraibaonline

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O governador paraibano João Azevêdo (PSB) concedeu uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo.

Leia trechos a seguir.

Governo Bolsonaro
“O que eu espero é que a relação possa ser republicana da maneira que tem que ser. Isso não significa de forma alguma que divergências políticas e compreensão diferente faça com que um estado possa sofrer penalidades ou discriminação por parte do governo federal.

Aberto
“Em nenhum momento, vou me negar a participar de reunião (com o presidente) desde que seja oficialmente convidado, é claro.

Descrente
“Não sou realmente muito otimista não. Eu espero que frases que foram ditas, a exemplo de ´menos Brasília e mais Brasil´ (por Bolsonaro), sejam postas em prática.

Receita retida
“Você não pode imaginar um país que tem uma distribuição dos royalties de petróleo suspensa por uma liminar e ninguém decide.

Frente de…
“A posição do partido (PSB) está acima de posições pessoais dos membros. Eu acho que a posição está correta. Ela precisa ser considerada.

“É uma opção do PT não participar do bloco de oposição. Não é uma posição do PSB. Se o PT quiser participar junto com o bloco, eu defendo essa posição. Aqui nós fomos aliados ao PT, tivemos um candidato ao Senado do PT e continuamos participando juntamente aqui e, inclusive, com a participação do PT dentro da gestão.

“A oposição precisa começar a apresentar exatamente o que espera do novo governo e fazer as cobranças no dia-a-dia, a partir de hoje. Não existe prazo para isso. Fala-se muito e não se sabe o que vai acontecer. Fica difícil você cobrar, mas o posicionamento da oposição precisa ser claro e desde o primeiro dia.

“Eu acho que a esquerda cometeu um erro nestas eleições, que foi exatamente não ter tido a capacidade de ter se unido. Se nós tivéssemos nos unido, teríamos um outro resultado. Vaidades pessoais foram colocadas acima dos interesses do país e isso nos levou para esta situação.

“O PT precisa fazer uma autocrítica no sentido de que, durante esse processo, o próprio desgaste do partido nos levou a esta situação. O próprio Haddad entendia assim. Agora, o PT não se colocar dentro do bloco de oposição junto com os outros partidos nos leva a essas dificuldades. Eu continuo insistindo que precisamos buscar a unidade das oposições. É o único caminho para as esquerdas no Brasil”.

Ainda João Azevêdo: “A Paraíba manteve para 2019 a mesma previsão orçamentária de 2018. O valor que foi repassado no ano passado, aproximadamente R$ 620 milhões, para o Judiciário, é a nossa previsão de repassar neste ano. Não temos como aumentar duodécimos, seja do Judiciário, do Ministério Público, da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Contas, da Defensoria Pública, porque é em função da receita. Se não tem aumento de receita, não podemos aumentar a despesa. Estamos trabalhando aqui dessa forma.

O Judiciário, bem como todos os outros poderes, tem que se adequar às condições do orçamento. O orçamento é o mesmo do ano passado. Não há acréscimo”, acrescentou.

*fonte: uol

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