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Ex-governador comenta aliança e divórcio com Cássio Cunha Lima

Da Redação*. Publicado em 2 de janeiro de 2019 às 11:44.

O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), durante a entrega da última obra do governo em Campina Grande, comentou que não se arrepende de nenhuma aliança ao longo da sua trajetória política, ao ser indagado sobre a parceria com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) no primeiro mandato à frente do Estado, em 2010.

Ricardo foi enfático e disse que não rompeu a aliança com ninguém e que “as pessoas que sabotavam o governo internamente é quem pediram o divórcio”.

Foto: Montagem/Paraibaonline

Foto: Montagem/Paraibaonline

– Não me arrependo de aliança não. Alianças existem para serem feitas, desde que haja um projeto claro e que você não engane as pessoas. O projeto que eu represento tem a mesma linguagem desde que da época que eu era vereador, que era deputado, e observe a minha linguagem em que fui prefeito de João Pessoa e a minha linguagem de hoje, ela é a mesma. Claro que você vai mudando algumas coisas, mas mudando dentro da coerência. A aliança política tem que respeitar o projeto e projeto tem que ser claro para a população, para que ninguém seja enganado. Nunca rompi com ninguém, romperam comigo, e eu sabia que romperiam. Mas, eu aguardei, pois ninguém fica com o que não lhe pertence. Eu aguardei o momento para que quem estava sabotando a gestão internamente desse o passo para se divorciar. E fomos para as urnas e o povo decidiu o caminho que queria, e decidiu mais ainda em 2018 – explanou.

Ricardo ainda frisou que em 2010 a aliança com Cássio foi clara, pois, segundo ele, o senador “precisava de um campo para sobreviver politicamente” e que não foi desleal com ninguém.

– Em 2010, os interesses de quem se aliou conosco eram claros, porque precisavam de um campo para sobreviver politicamente, porque precisavam dialogar com a população que exigia muita ética, precisavam estar ao lado de setores que tinham uma caminhada coerente com isso; e nós também precisávamos juntar forças para enfrentar um governo poderoso. E fizemos a aliança, repito, correta politicamente, mas que nunca teve, da minha parte, deslealdade. Eu não sou desleal. Sou um cara leal. Você não encontra ninguém que diga que eu tenha deslealdade com quem quer que seja. Mesmo sabendo que serão desleais comigo, eu espero. Essa é a minha trajetória – comentou.

*As declarações repercutiram na Rádio Correio FM, nesta quarta-feira, 2

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