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Campina registra diminuição na infestação pelo Aedes, mas população não pode vacilar

Da Redação*. Publicado em 17 de janeiro de 2019 às 9:14.

A Secretaria de Saúde de Campina Grande divulgou o primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2019, e constatou que 3,2% das casas vistoriadas apresentaram foco do mosquito.

Em entrevista à Rádio CBN, a coordenadora da Vigilância Ambiental, Rossandra Oliveira, destacou a diminuição desse número, já que em anos anteriores foram registrados maiores índices de foco do mosquito.

– Se você fizer um corte temporal de 2013 até 2018, você vai ver que a gente chegou a índices de 7,2%, e a gente vem mantendo um índice de 3,4%, 3,2%, 3,3%, então devagarzinho a gente vem conseguindo que as pessoas se conscientizem – disse.

Foto: Paraibaonline

Foto: Paraibaonline

Além disso, Rossandra explicou que o número de casos de cada doença transmitida pelo Aedes aegypti também diminuiu na cidade de Campina Grande, mas reforçou que ainda é necessário que a população fique alerta, pois os danos da dengue, zika e chikungunya podem ser irreparáveis.

Segundo ela, dos casos notificados, a liderança é da dengue, que registrou 834 casos, a zika é a última com 104 casos, e a chikungunya, que para ela é um dos principais vilões, registrou 236 casos.

–  Se você fizer uma avaliação de 2014 pra cá de quando chegou a chikungunya no Brasil, nós ainda temos um número muito pequeno de casos. Nossa população está toda vulnerável, porque só adquire a imunidade através do adoecimento – destacou.

Rossandra Oliveira ainda enfatizou que esse período mais quente também é mais propício para o mosquito, já que seus ovos podem durar de 365 a 450 dias sem proximidade com a água, e no momento em que houver o contato eles vão eclodir.

– Estudos indicam que quando tem variação de 1% na temperatura, no mês seguinte tem um aumento de 45% de casos em humanos. Porque essa temperatura ela vai diminuir o ciclo de reprodução, ou seja, se levaria 10 a 12 dias, vai levar de 7 a 8 dias para fazer essa reprodução – explicou.

Por fim, a coordenadora informou que a Vigilância Ambiental está à disposição através do Disk Dengue no telefone 3322-5760 e do Dengue Zap no (83) 9 9884-9535.

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