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Sindicato contesta Procon-CG sobre preço da gasolina e nega existência de cartel

Da Redação. Publicado em 31 de dezembro de 2018 às 15:47.

Foto: Reprodução TV Boborema

Foto: Reprodução TV Boborema

O presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustível do Interior da Paraíba (Sindrev), Bruno Agra, falou nesta segunda-feira(31) sobre o levantamento realizado pelo Procon de Campina Grande sobre os preços dos combustíveis comercializados na cidade.

Segundo o coordenador do Procon, Rivaldo Rodrigues, foram analisadas mais de mil notas fiscais de 55 postos de combustíveis locais referente ao período de 1º de setembro a 3 de dezembro deste ano.

Entretanto, Rodrigues destacou que na análise realizada nas notas fiscais de compra dos combustíveis pelos postos foi constatado que a redução de 30% informada pela Petrobras às distribuidoras, no preço da gasolina comum, não foi repassada de forma integral aos postos.

 As distribuidoras teriam reduzido os preços para os postos em apenas 7,4% refletindo nas bombas em um desconto de 1,95% para o consumidor final.

– Escutei a entrevista do coordenador do Procon, achei que ele foi muito justo nas suas ponderações, até porque houve uma colaboração em massa dos revendedores e foram solicitadas notas fiscais de vários meses. Segundo o coordenador, ele já analisou mais de mil notas fiscais, ou seja, não tem como fraudar um número desses. Diante do panorama, ele verificou a realidade que acontece. A Petrobras alardeou uma redução de 30% no preço da gasolina como referência, mas só repassou 7%. Aqui em Campina, houve uma redução muito maior do que esses 7%. Ao que pode se verificar foi em torno de percentuais de 10% a 12%- disse Bruno.

Sobre o Procon acompanhar uma possível formação de cartel entre os proprietários de postos de combustíveis, Bruno destaca que o lucro na cidade adquirido com a venda de  gasolina não é abusivo.

– Isso não é uma questão nova. É preciso que as pessoas entendam o que é crime de cartel. Cartel é juntar uma  pequena quantidade de empresa para aferir um lucro estratosférico. Os próprios tribunais de justiça no país entendem que um lucro de 20% no produto gasolina não é abusivo. Estamos praticando 12%- concluiu.

As informações foram veiculadas na Rádio Campina FM.

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