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Diante do desamparo, Diocese pede que a sociedade de Campina cuide mais dos idosos

Da Redação. Publicado em 8 de dezembro de 2018 às 13:49.

Foto: Paraibaonline

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Ao contrário de países localizados na Ásia, como China e Japão, que consideram a  velhice como sinônimo de sabedoria, respeito e a sociedade tem como tradição cuidar bem dos idosos, o Brasil tem um considerável aumento de idosos desamparados pela família.

 Entre 2012 e 2017 o número de homens e mulheres com 60 anos ou mais nos albergues públicos cresceu de 45,8 mil para 60,8 mil.

A representante da Pastoral da Pessoa Idosa da Diocese de Campina Grande, Rosa Amélia Vitorino, foi uma das oradoras na sessão realizada na Casa de Félix Araújo, nessa quinta-feira (6), em alusão ao Dia Mundial do Idoso.

Ela destacou que os idosos são considerados na sociedade descartáveis.

– Na sociedade nos é imposta a ditadura da beleza, o culto ao corpo porque  as pessoas idosas são consideradas descartáveis, porque já não rendem e não dão lucro ao mercado de trabalho. A metodologia da Pastoral é fazer a visitação domiciliar aqueles idosos já vulnerabilizados, fragilizados, que sequer participam mais da sociedade- disse Rosa.

Vitorino ressaltou a necessidade de maior cuidado aos idosos de Campina Grande, principalmente, referente à questão da acessibilidade.

– A população idosa está crescendo, em 2025 vamos ser o 6º país mais idoso do mundo. Atualmente, a Paraíba já é 4º estado mais idoso do Brasil. O cuidado que requer bastante é da questão da acessibilidade, principalmente nos bairros de nossa cidade onde as calçadas dos nossos bairros são tomadas por cadeiras e mesas dos bares e lanchonetes. Os idosos são obrigados a circular no meio da rua disputando com os carros, isso vemos de uma forma muito triste na nossa cidade- lamentou.

As informações foram veiculadas na Rádio Caturité FM.

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