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Projeto Música do Mundo traz a João Pessoa o grupo paulistano Okiah

Da Redação com Secom/PB. Publicado em 8 de novembro de 2018 às 10:41.

Com canções dançantes, marcadas pela diversidade e cheias de groove, o grupo paulistano Okiah chega a João Pessoa para mais uma edição do projeto Música do Mundo.

O show acontece nesta sexta-feira (9), às 21h, na Sala de Concertos Maestro José Siqueira do Espaço Cultural José Lins do Rego. O acesso custa R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada). A bilheteria abre com uma hora de antecedência.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

No show “É Okiah”, o grupo encabeçado por André Moraes (violão, voz e kalimba), Julianna Carmo (voz e percussão) e Henrique de la Rosa (guitarra e voz) traz suas canções autorais dançantes e cheias de groove para os palcos, numa performance divertida e cheia de energia.

Ao vivo, a banda traz Ádamo Oliveira (bateria e voz) e Anderson Zimmer (baixo elétrico e voz) que, além de garantir a base instrumental pulsante, se unem aos cantores principais em arranjos vocais com harmonias mais intrincadas do que aquelas gravadas no EP da banda (março/2018), criando um clima ainda mais envolvente e fazendo da apresentação uma experiência nova.

Inspirados por ícones nacionais, como Novos Baianos e Mutantes, a identidade de Okiah é construída pela diversidade de influências de cada integrante, que possuem experiências bem distintas.

André traz de seu trabalho solo (2015) a marca da nova MPB. Julianna agrega a interpretação semelhante à das divas do jazz e do pop. Henrique (duo Capitão Blue), Ádamo e Anderson (Cosmo Drah/ banda Marcenaria) trazem diferentes faces do rock para o caldeirão de referências artísticas do grupo.

No repertório, além da canção funkeada “Moça”, da sombria “Tourada” e da pictórica e suave “Linhas de desejo”, presentes no EP, o quinteto apresenta novidades, como “Artimanhas Digitais”, que mostra uma leitura pop do tradicional swing jazz e “Cartão Postal”, que flerta com a percussão corporal, estabelecendo uma interação mais próxima e intimista com o público.

Com essas novas composições, o grupo se aprofunda ainda mais no seu lado crítico, com letras mais questionadoras, satíricas e até irônicas, seguindo a linha já explorada em “Picadeiro Brasileiro”.

O empoderamento feminino também aparece em “O Mundo é Delas”, canção que foi interpretada com participação de Carol Naine no show de lançamento, fortalecendo a representatividade feminina.

A desigualdade social também é observada pela poética canção “Andarilho”, de André Moraes, colocando assim a alegria e espontaneidade no palco também como uma postura de contestação em tempos de acentuado conservadorismo.

Este é o conceito “Tropicodélico” do grupo, reinventando essa identidade tropical, que festeja como forma de protesto, que canta e celebra como arma contra individualismo, dialogando com seu público além da música, numa experiência para os ouvidos, os olhos e a mente.

O projeto é uma ação promovida pela Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) que tem como objetivo a valorização dos artistas e da música contemporânea.

A cada edição, artistas brasileiros e de outros países ocupam o palco da Sala de Concertos. O lançamento aconteceu em agosto de 2015.

Uma das características do projeto é o preço popular do ingresso, de forma a permitir ao público acesso às atrações de qualidade internacional.

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