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Líder nacional do MST critica declarações de filho de Jair Bolsonaro

Da Redação*. Publicado em 21 de novembro de 2018 às 12:18.

O líder nacional do Movimento dos Sem Terra, João Pedro Stedile, considerou as declarações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) como bravatas, durante entrevista à imprensa em cumprimento de agenda na Paraíba.

O filho do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que movimentos como o MST devem ser enquadrados como organizações terroristas.

Foto: Paraibaonline

Foto: Paraibaonline

– Toda a sociedade brasileira conhece o MST, conhece a CUT e conhece o Eduardo Bolsonaro. O Eduardo Bolsonaro é acostumado a fazer essas bravatas e depois o pai dele vai lá e diz: “Não, eu já passei corretivo no menino, não era bem isso que ele quis dizer”. Como, por exemplo, ele deu em uma palestra no Paraná ameaçando de fechar o STF com um soldado e um cabo. Então, tomamos essas declarações como uma bravata. É um sujeito que fica fazendo a pregação do ódio, apenas para justificar a base dele, que é composta por pessoas violentas. Nós respeitamos a Constituição. Vimos que o pai dele declarou, no dia da vitória, que respeitaria a Bíblia e a Constituição. Então, espero que ele passe mais um corretivo no filho e diga que isso não está na Constituição – reprovou.

Conforme Stedile, o próprio futuro ministro da Justiça, juiz Sergio Moro, passou “um corretivo” quando frisou que “os movimentos populares não devem ser enquadrados como organizações terroristas, pois fazem parte da democracia, conforme o artigo 5° da Constituição”.

Também lamentou que o agronegócio saiu vitorioso nas urnas e já indicou uma latifundiária como ministra da Agricultura com pendências judiciais, referindo-se à deputada mato-grossense Teresa Cristina, que foi citada em delações da Operação Lava Jato por favorecer a JBS enquanto secretária no seu Estado de origem.

– Do ponto de vista da reforma agrária, estamos preocupados, pois esse pessoal que ganhou o governo não quer saber de distribuir propriedade, só querem a propriedade para eles. Do ponto de vista da política do governo federal, vão usar o Incra apenas para distribuir fartamente entre os fazendeiros as terras públicas da Amazônia – explanou.

*As declarações repercutiram na Rádio Correio FM, nesta quarta-feira, 21

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