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Deputada acredita não ser preciso recorrer à Justiça para anular votação de PEC

Da Redação de João Pessoa. Publicado em 9 de novembro de 2018 às 11:23.

Uma dos autores do requerimento que contesta a votação da PEC 13/2015, que põe fim ao instituto da reeleição de presidente da Assembleia Legislativa, bem como a antecipação da eleição da Mesa Diretora, a deputada Estela Bezerra (PSB) acredita que não será preciso recorrer à Justiça para anular a votação da matéria.

A deputada se disse preocupada com a divisão da base governista por conta da disputa pela presidência da Casa, cuja eleição só se dará em janeiro de 2019, mas que vem causando divergências entre os integrantes da base de sustentação política do próximo governo.

Foto: Paraibaonline

“Desde o início eu disse que está um atropelo o processo da direção da Mesa e na verdade tudo isso é dirigido a essa disputa, que precisa de uma consertação. O PSB precisa se reunir fora da imprensa e da tribuna para que a gente avance. A base do governo precisa ter a clareza da responsabilidade para conduzir esse processo minimamente com respeito uns aos outros”, destacou.

Contudo, a deputada espera não chegar às barras da Justiça e que essa contenda sobre a PEC não deve chegar a tanto já que ela não é contrária à reeleição, mas sobre o modo como foi feito o processo de votação, que se deu com a aprovação da matéria.

Segundo Estela, a PEC tem um rito próprio e a tramitação do processo foi desrespeitada na Casa.

“Nós temos aqui um debate que é fácil de ser superado. É um debate político que deve ser feito na sua dimensão e não em uma dimensão regimental, mas ele precisa basicamente ser uma discussão política. Talvez por isso o atropelo do processo. Eu aposto na convergência e vai haver uma consertação sobre isso”, avaliou.

A deputada tratou ainda de minimizar os fatos ao dizer que há preocupações maiores e que os deputados estão olhando somente para seus próprios umbigos enquanto que o Brasil vive outras emergências e que a classe política precisaria estar mais sintonizada.

“Eu estou muito mais preocupada com o aumento que o Judiciário vai receber quando a economia do país está em depressão, a classe trabalhadora desempregada, o fechamento em curso do Ministério do Trabalho, e a gente aqui pensando que está tudo em torno do nosso umbigo. Eu não vim pra cá só para tratar dos interesses da classe política, mas também dos interesses da sociedade”, pontuou.

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