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Quatro textos inéditos de Gabriel García Márquez são descobertos

Folhapress. Publicado em 9 de outubro de 2018 às 16:30.

Foto: Reprodução/Internet

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Quatro anos depois da morte do escritor colombiano, um conjunto de quatro textos inéditos de Gabriel García Márquez vêm à tona pela primeira vez.

Eles estavam guardados em um conjunto de caixas que a viúva do autor acaba de doar à Biblioteca Luis Ángel Arango, em Bogotá, e acabam de ser reunidos no livro “Papeles de Gabo”.

No grupo de textos, todos escritos em 1948 e 1952, estão os contos “Relatos de las Barritas de Menta” (conto das barrinhas de menta”; “Olor Antiguo” (cheiro antigo); e um sem título, que foi excluído de “Relatos de um Viajante Imaginário”, série publicada por Gabo no jornal El Heraldo.

De um outro conto, “El Ahogado Que Nos Traía Caracoles” (o afogado que nos trazia conchas), também revelado, só restaram fragmentos.

Neste, aparece uma personagem chamada Ursula – o que mostra que talvez Gabo já estivesse desenvolvendo “Cem Anos de Solidão” naquela época.

O primeiro dos textos se passa em Aracataca, cidade natal de Gabo, e cita os imigrantes italianos –os mesmos que foram para a região trabalhar nas plantações de banana da United Fruit Company, empresa depois envolvida no Massacre das Bananeiras, episódio de 1928 no qual trabalhadores em greve foram mortos. O caso seria ficcionalizado mais tarde em “Cem Anos de Solidão”.

Em “Olor Antiguo”, de acordo com declaração do pesquisador Sergio Samiento ao jornal espanhol El País, Gabo mostra a passagem do estilo kafkiano de seus primeiros escritos para um mais próximo de Ernest Hemingway.

Já no conto que não entrou em “Relatos de um Viajante Imaginário”, o escritor imaginava o que acontecia em uma cidadezinha durante um eclipse.

Todos os textos serão expostos na biblioteca da capital colombiana.

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