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Título de Cidadania a Bolsonaro gera confusão entre partidários na Câmara de JP

Da Redação de João Pessoa (Hacéldama Borba). Publicado em 12 de setembro de 2018 às 16:24.

Foto: Ascom

Foto: Paraibaonline

Enquanto uns aplaudiam, outros vaiavam e foi assim durante toda a sessão desta quarta-feira (12) na Câmara Municipal de João Pessoa, quando seria colocado em votação um título de cidadania pessoense ao candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL).

O autor da propositura foi o vereador Carlão da Consolação (PSL), que bateu-boca fora e dentro do Plenário da Câmara com os parlamentares e pessoas contrárias ao voto.

A honraria foi veemente repudiada por alguns socialistas a exemplo da vereadora Sandra Marrocos , Tibério Limeira e Léo Bezerra e Marcos Henriques, que se retiraram no Plenário para quebrar o quorum.

Com o caos generalizado, a matéria foi retirada de pauta e o presidente da Casa, Marcos Vinícius (PSDB), encerrou a sessão para acalmar o ânimo dos mais exaltados.

Foto: Paraibaonline

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O autor da propositura ficou indignado e disse que a matéria foi politizada, apesar de se tratar de um título de cidadania a um candidato em plena campanha eleitoral.

Ainda assim, com a confusão, Carlão disse que não vai desistir da aprovação da matéria.

“Isso está além de mim e o povo que me pediu isso. As pessoas têm que lembrar que a nossa democracia está em jogo e o momento é esse mesmo. Não vamos nos apequenar porque deram uma facada em Bolsonaro e na democracia. Onde está a democracia? Será que precisamos disso?”, indagou o vereador.

Ele reconhece que o Parlamento deveria estar debatendo outras matérias como a Segurança Pública. Contudo, culpa os demais vereadores de não avançar a pauta por conta de um simples título e de uma situação política e partidária.

“Mas, eu tenho o direito de apresentar esse título e hoje, as pessoas que estão aí comprovam o meu direito”, destacou.

O vereador contestou ainda a vereadora Sandra Marrocos que disse que Bolsonaro não merecia jamais o título de ser cidadão de João Pessoa, por ser um homem homofóbico, racista, preconceituoso e misógino.

“É sempre a mesma discussão. Ele não é nada disso. Bolsonaro é um homem que coloca os valores cristãos acima dos partidários. Por conta disso, eu também sou atacado, mas a minha biografia não comprova isso. Não vai ser o argumento de uma pessoa presa a um ideal de esquerda que vai definir quem eu sou ou como é o meu mandato”, explicou.

Carlão considerou ainda a quebra de quorum um ato de covardia dos colegas parlamentares da esquerda.

“Eles sabiam que iam perder no voto e acharam por bem sair pela tangente, para não combater o verdadeiro enfrentamento”, completou.

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