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Ministro diz que PF alertou Bolsonaro e que não se pode descartar motivação política

Da Redação. Publicado em 7 de setembro de 2018 às 16:25.

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta sexta-feira (7) que a Polícia Federal alertou a campanha do candidato Jair Bolsonaro (PSL) sobre o risco envolvido na participação de atos políticos que envolvessem multidões.

Segundo ele, a situação que culminou no ataque ao candidato estava fora de controle, mesmo com a presença de 13 policiais federais e 50 policiais militares.

“Já se tinha conversado com a campanha e com a família que ficava muito difícil fazer a segurança quando ele se jogava na multidão”, disse.

Jungmann ressaltou que não dá para culpar a equipe de segurança quando as orientações não são respeitadas.

“Se os candidatos não seguem as orientações da Polícia Federal, obviamente fica praticamente impossível fazer a segurança”, disse.

MOTIVAÇÃO POLÍTICA

Jungmann afirmou ainda que ainda não é possível descartar motivação política no ataque ao candidato à sucessão presidencial, Jair Bolsonaro (PSL).

Ele lembrou que o episódio é muito recente e que a Polícia Federal trabalha com a hipótese de que Adelio Bispo tenha atuado sozinho. “O que se trabalha basicamente é um ato isolado daquilo que se pode chamar de lobo solitário”, disse.

Ele ressaltou, no entanto, que existe no âmbito da Polícia Civil uma investigação sobre mais dois suspeitos.

“Existem outros que estariam envolvidos, mas, que até agora, não têm uma comprovação fática, embora continuem sob suspeita”, disse.

CONVOCAÇÃO

O ministro convocou os coordenadores das campanhas que têm proteção da Polícia Federal para rediscutirem em Brasília o esquema de segurança até a eleição. O efetivo será aumentado em aproximadamente 60%.

Segundo o ministro, cerca de 80 agentes fazem hoje a segurança de cinco candidatos: Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Alvaro Dias (Pode) e Geraldo Alckmin (PSDB). Bolsonaro tinha o maior efetivo: 21 agentes, dos quais 13 estavam no momento do ataque.

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