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Jornalista comenta a nova pesquisa do Ibope na Paraíba

Da Redação. Publicado em 20 de setembro de 2018 às 20:46.

Como o ´frisson´ que culturalmente provoca entre candidatos e eleitores, foi divulgada na noite de ontem mais uma pesquisa contratada ao Ibope pela Rede Paraíba de Comunicação.

Na corrida rumo às duas vagas para o Senado, o levantamento confirma o que se sente nas ruas, até onde é possível tirar o ´pulsar´ de quem vota numa campanha na qual o nojo da classe política é evidente, assim como o ´pragmatismo´ de parcelas do eleitorado que encaram no processo eleitoral a chance de obter vantagens múltiplas e pontuais.

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) segue na dianteira (com 40% das intenções de voto), mas sem uma distância confortável dos demais postulantes e tendo que lidar com o imponderável da 2ª opção de cada eleitor.

O deputado Veneziano Vital do Rêgo (PSB) obteve 34%, mas observando o crescimento numérico de seu colega de coligação, deputado Luiz Couto (PT), que pontuou com 26%.

Não muito diante do padre/deputado apareceu Daniella Ribeiro (PP), com 20% das intenções de voto, o maior crescimento em termos nominais.

Fechando a pontuação, Roberto Paulino (MDB) com 12%; Nelson Júnior (PSOL) 2%; e Nivaldo Mangueira (PSOL) com 2%.

Como a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais – para mais ou para menos -, Cássio e Veneziano ´se tocam´ no limite dessa margem.

A mesma lógica se aplica a Daniella e Luiz Couto.

A disputa para o Senado habita o campo do imprevisível, em função dos números acima mencionados – e cada eleitor vota em dois candidatos, é sempre bom lembrar.

O nível de abstenção igualmente será um fator relevante.

Para o governo estadual, a pesquisa do Ibope trouxe uma grata surpresa para o grupo governista na Paraíba: um auspicioso salto na intenção de votos do candidato João Azevedo (PSB), que apareceu na liderança, com 32% das intenções de voto, uma evolução de 15 pontos percentuais em comparação à pesquisa realizada no final de agosto.

Não é pouca coisa.

Zé Maranhão, que perdeu a liderança (caiu de 31% para 28%), oscilou no limite da margem de erro.

Lucélio Cartaxo (PV) flutuou na margem de erro e cresceu apenas 1 ponto percentual (de 18% para 19%), algo preocupante a essa altura da campanha.

Foram ouvidos 812 eleitores de todas as regiões do Estado, entre os 16 e 18 de setembro. Registro no TRE: PB-08654/201.

O que se pode interpretar acerca desse crescimento de João é o fato de o seu ritmo de campanha – flagrantemente bem mais célere do que o dos adversários – está surtindo efeito no que mais ele necessita: tornar-se conhecido e caracterizado com o candidato apoiado pelo governador Ricardo Coutinho.

O tropeço numérico de Zé Maranhão tem origem na ´correção de rota´ a partir das pesquisas iniciais, quando a sua intenção de votos surpreendeu muita gente.

Ele era poupado pelos oponentes diretos de ataques nos debates, entrevistas e na propaganda gratuita, como uma espécie de ´boa convivência´ na perspectiva de atrair o seu apoio no 2º turno.

Tanto Lucélio quanto principalmente João mudaram o tratamento dispensado a ´Zé´ e o trouxeram para a ´linha de tiro´.

Por uma dessas particularidades próprias da atividade política, a continuidade da artilharia na candidatura do ex-governador, notadamente por parte do postulante do PSB, poderá se constituir no caminho (talvez único) para pavimentar a ida de Lucélio Cartaxo ao 2º turno, até porque – como mostra a simulação feita pelo Ibope para o turno suplementar (João 43% e Zé 42%) – não ter o senador do MDB na disputa definitiva é o ´sonho de consumo´ de ´verdes´ e girassóis´.

Fonte: coluna Aparte, com o jornalista Arimatea Souza.  Aperte AQUI e leia a coluna completa.

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