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Centro de Zoonoses participa de pesquisa sobre leishmaniose com Fiocruz e UFPB

Da Redação com Secom/JP. Publicado em 9 de setembro de 2018 às 8:23.

O Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses (CVAZ) de João Pessoa está participando de uma pesquisa em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) para o controle da leishmaniose em humanos e cães. Para desenvolver o estudo, o CVAZ vai contribuir na identificação das áreas com maior presença do mosquito palha, transmissor da doença também conhecida como calazar.

De acordo com o projeto, durante dois anos serão monitoradas as populações desses mosquitos em casas da Capital para identificar como eles estão distribuídos pela cidade. Além disso, a pesquisa busca verificar em quais períodos do ano há maior quantidade do vetor e quais são as características físicas das áreas endêmicas.

A bióloga e pesquisadora Bruna Queiroz explica que o estudo será um importante instrumento para controlar a disseminação da leishmaniose em João Pessoa, como também em outros municípios. “Atualmente, caso o cão esteja infectado por calazar, ele precisa ser eutanasiado. Com o conhecimento sobre a distribuição e o comportamento do mosquito, será possível tomar medidas para evitar a contaminação dos cães e seres humanos pelo protozoário causador”, afirmou.

Segundo o gerente de Vigilância Ambiental e Zoonoses de João Pessoa, Nilton Guedes, o estudo deverá propiciar a elaboração de novos métodos e estratégias de combate ao mosquito palha. “Teremos oportunidade de direcionar melhor nosso trabalho educativo e realizar as ações de combate ao vetor nos momentos mais oportunos, devido à sazonalidade do mosquito”, observou.

Foto: Secom/JP

Foto: Secom/JP

A pesquisa está sendo desenvolvida pelo Laboratório Interdisciplinar de Vigilância Entomológica em Díptera e Hemíptera da Fiocruz e o Laboratório de Mamíferos da UFPB. “Após o estudo, poderemos evitar que cães sejam sacrificados e que pessoas sejam acometidas pela doença”, concluiu a pesquisadora.

Casos – Dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mostram que casos de leishmaniose em humanos estão controlados em João Pessoa. Este ano, foram notificados cinco casos da doença e apenas um foi confirmado até o momento.  No ano passado, foram registradas 12 notificações, sendo seis casos confirmados. Nos últimos dez anos, o ano com o maior número de notificações foi 2012, com 11 casos confirmados.

Leishmaniose  – A transmissão da leishmaniose visceral acontece quando fêmeas de insetos flebotomíneos infectados, conhecidos como mosquito palha, picam cães ou outros animais contaminados e depois picam o homem, levando  o protozoário para a corrente sanguínea humana.

No homem, a doença tem sua evolução longa, podendo durar alguns meses ultrapassar o período de um ano. Provoca febre irregular e prolongada, anemia, indisposição, palidez da pele ou das mucosas, falta de apetite, perda de peso e inchaço do abdômen, devido ao aumento do fígado e do baço.

Serviço – A Rede Municipal de Saúde fornece exame para os animais de forma gratuita através do CVAZ. A população pode levar o animal na unidade para a coleta do sangue e o resultado e entregue em aproximadamente 30 minutos. Como se trata de uma doença de risco à saúde pública, é realizado também o controle por meio de demanda ativa nas áreas que tenham a presença do flebótomo, inseto transmissor da doença.

O serviço está localizado na Rua Walfredo Macedo Brandão, nº 100, no bairro dos Bancários e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A população também pode entrar em contato por meio dos telefones: 3218-9357 ou 3214-3459.

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