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Alunos da Rede Estadual desenvolvem aplicativos no Desafio Ouse Criar Design Tec

Da Redação com Secom/PB. Publicado em 23 de setembro de 2018 às 11:53.

Foto: Secom/PB

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A terceira edição do “Desafio Ouse Criar Design Tec”, da Rede de Formação e Colaboração Gira Paraíba, da Secretaria de Estado da Educação, reuniu 80 alunos desde quarta-feira (19), na Escola Cidadã Integral Técnica Bráulio Maia Junior, em Campina Grande, até sexta-feira (21).

Desse total, sete alunos eram do Instituto Federal de Educação e Tecnologia (IFPB), Campus de Campina Grande, e professores e alunos de cinco Escolas da 7ª  Gerência Regional de Ensino. Durante o desafio foram desenvolvidos 15 projetos com temas da érea de design de calçados e tecnologia.

A Edição Design Tec foi pensada a partir de um diálogo entre a Rede Gira Paraíba com áreas importantes do setor produtivo de Campina Grande: calçados e tecnologia da informação. A ideia é promover uma articulação entre os cursos técnicos ofertados nas escolas técnicas, demandas do setor produtivo e necessidades específicas da Rede Estadual de Ensino, sobretudo no que se refere ao acompanhamento dos projetos desenvolvidos por estudantes e professores.

Participaram do evento cinco escolas de Campina Grande: Escola Cidadã Integral Técnico Elpídio de Almeida (Prata); Escola Cidadã Integral Técnica Professor Bráulio Maia (ECIT Campina Grande); Escola Cidadã Integral Dr. Hortênsio de Sousa Ribeiro (Premen); Escola Estadual de Ensino Fundamnetal e Médio Ademar Veloso da Silveira.

Na área de tecnologia, os alunos criaram sites e aplicativos para divulgação de editais, premiação e certificados das atividades formativas realizadas pela Rede Gira Paraíba. Um exemplo é o aplicativo ‘Descomplica’, que tem o objetivo de dar visibilidade aos trabalhos feitos nas escolas da Rede Estadual, um banco de dados no qual parceiros da Secretaria de Educação do Estado e alunos de outras escolas teriam acesso aos projetos que vão acontecer.

Em design de calçados, criaram vários tipos de calçados feitos com produtos biodegradáveis, sapatos com a versatilidade de carregar o celular em momento de emergência e calçados com característica da cultura nordestina, com o intuito trazer a economia local com produtos do Nordeste.

Foto: Secom/PB

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 Destaque –  O destaque foi o projeto ‘Ortoguia’, uma plataforma que faz calçados sob medida utilizando realidade virtual por holograma para quem tem problema de pisada incorreta. Todos os projetos serão estudados pela Rede Gira Paraíba, pelo Senai e pelo IFPB para o desenvolvimento dos protótipos criados.

Trabalho em equipe – No ginásio da Escola onde o desafio aconteceu foi preparada uma estrutura com 15 ilhas para que os alunos interagissem, com sete computadores online para que os discentes trabalhassem com os softwares na elaboração das ideias que desenvolveram até o final de cada etapa do desafio. Também estavam disponíveis 50 tabletes para manusearem a plataforma Trello, que tem o intuito de organizar a sequência metodológica da construção do aplicativo ou do protótipo do calçado que eles criaram.

O secretário da Educação, AléssioTrintade, esteve presente e motivou os alunos anunciando novos projetos de educação para o ano que vem. “ Isso é a colheita de muito que se plantou ao longo desses quase oito anos. Nós estamos aqui integrados, mais de cinco escolas, inclusive o Instituto Federal, com o mesmo trabalho de fazer inovação a partir da metodologia desenvolvida nas Escolas Técnicas Estaduais e também por professores que foram para o Gira Mundo Finlândia”, falou.

O evento teve parceria com o Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e Sistema Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).  Nessa edição os alunos foram desafiados a criarem produtos para a rede de calçados de Campina Grande e a Rede Gira Paraíba. O principal objetivo dos três dias foi desafiar os alunos de cinco escolas da Rede Estadual de Ensino a trabalharem de forma colaborativa e inovadora, de modo que sejam capazes de criar produtos e soluções interessantes para problemas do cotidiano escolar e do polo calçadista.

 Design de calçados – O gerente do Instituto Senai de Tecnologia Couro e Calçados, Wesley Régis de Araújo, propôs os temas relacionados a design de calçados e ficou muito feliz pela ação por estar trabalhando a educação e ao mesmo tempo preparando jovens e profissionais para o mercado de trabalho.

Um dos desafios lançados pelo Senai foi o desenvolvimento do calçado com características regionais, que marquem a cultura nordestina, e que isso seja disseminado para outros estados, para outros mercados, tanto no Brasil como fora do País.

“Ficamos muito gratos e satisfeitos por estar participando dessa ação, tenho certeza que vão sair excelentes ideias, ótimos produtos, e a nossa perspectiva a médio prazo é conseguir fortalecer mais o setor e conseguir trazer profissionais mais especializados para atuar nessa aérea, que é tão importante e responsável pela geração de tantos empregos aqui no Estado. Estamos visando os alunos das escolas técnicas” disse Wesley.

 A experiência – Os projetos desenvolvidos na escola trouxeram novas perspectivas para professora Isabelly Lacerda, da Escola Cidadã Integral Técnica Elpídio de Almeida.

“Essa ação é de grande importância, porque hoje vivemos no mundo da tecnologia. A Secretaria está incentivando muitos nossos alunos e hoje eles têm os desafios como aula prática. Para nós professores também é inovador, hoje tenho uma outra visão como professora, e os alunos se desenvolveram muito”, falou.

Para Enzo Rafael, aluno do 1º ano da Escola Cidadã Integral Técnica Bráulio Maia Junior, foi algo inovador.  “Nunca participei de algo desse jeito, é um grande desafio para mim. Os projetos facilitam bastante nossa vida diariamente, no cotidiano, é um crescimento pessoal”, comentou.

Amanda de Brito, aluna do 2º ano Escola Cidadã Integral Técnica Elpídio de Almeida afirmou que “é algo que traz novidade para o mercado e que chama muito a minha atenção porque eu sou consumidora, eu realmente gosto de calçados e quero empreender. Eu vejo que é necessário a parte da preparação da escola, porque a gente chega no mercado sabendo o que quer”, observou.

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