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Advogado de defesa entre com pedido de prisão domiciliar para radialista

Da Redação de João Pessoa (Hacéldama Borba). Publicado em 13 de setembro de 2018 às 17:32.

Foto: Paraibaonline

Em coletiva com a imprensa realizada nesta quinta-feira (13), na sede da Associação Paraibana de Imprensa (API) em João Pessoa, o advogado de defesa, Gustavo Botto, do radialista Fabiano Gomes, informou que entrou com um pedido de prisão domiciliar, sob a alegação de que o cliente está muito debilitado por conta da diabetes, com feridas nos pés e com uma forte depressão.

Segundo o advogado, o estado de saúde do radialista tem se agravado diariamente por conta do ambiente onde se encontra recluso.

Ele o está no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), isolado, até para manter a integridade física dele, sem poder tomar sol, uma vez que  muitos dos detentos que estão lá foram “objetos” de matéria policial do radialista.

“E nós agrademos ao diretor do presídio ao fazer isso, porém tem um peso por conta do isolamento, que tem agravado a situação psicológica e física e foi piorado, neste final de semana, com a invasão ao PB1. Ficou todo mundo apavorado com o ato de terrorismo, e isso o deixou abalado mais ainda. O nosso pedido foi fundamento nesses termos, para que ele possa receber o devido tratamento médico”, explicou o advogado

A defesa revelou ainda que Fabiano já foi atendido cinco vezes pelo SAMU e que existem vários laudos médicos atestando que o estado de saúde dele é muito grave.

Foto: Paraibaonline

“O sistema prisional não oferece nenhum suporte a ele. Não por ser Fabiano Gomes ou por se tratar de uma perseguição, mas qualquer pessoa que estivesse nessa situação, infelizmente, não poderia ter o atendimento que é necessário e justo”, disse.

Gustavo Botto explicou também que o pedido de prisão domiciliar foi pautado pelo caráter humanitário e no direito básico do ser humano e que deve ser atendido pela Justiça.

O comunicador encontra-se detido na penitenciária PB1 desde o último dia 22 de agosto, após ter descumprido uma das medidas cautelares decretadas contra ele na Operação Xeque-Mate, na qual foram denunciados o prefeito afastado de Cabedelo, Leto Viana, seis vereadores e um assessor parlamentar, por crimes relacionados ao financiamento de campanha e às cartas-renúncia de parlamentares utilizadas para a eleição da mesa diretora da Câmara Municipal.

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