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Sintespb/UEPB rebate governador e destaca mobilização de servidores nesta quarta

Da Redação*. Publicado em 1 de agosto de 2018 às 9:25.

O presidente da Associação dos Servidores Técnico-Administrativos da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Fernando Borges, comentou em entrevista sobre as declarações do governador Ricardo Coutinho (PSB) de que em todo período de eleição a Universidade Estadual da Paraíba tenta montar um palanque político.

Ele citou que as declarações não condizem com a verdade, já que os servidores reivindicam um diálogo com o Estado há bastante tempo.

Foto: Paraibaonline

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Borges afirmou que o orçamento da Universidade Estadual da Paraíba foi reduzido, indo contra a lei, e destacou que o governo havia concordado em repetir o mesmo valor de 2016, mas no final do ano repassou menos que os R$ 290 milhões que foram executados.

Ele avaliou que o governador Ricardo Coutinho sabe manobrar o jogo de palavras, mas a realidade da universidade é diferente.

– O governador tem mecanismos de fiscalização e se houver problema de gestão, quem tem que encaminhar é ele. A gente não detectou nenhum tipo de má gestão. O que estamos vivendo nessa crise é uma diminuição do orçamento. Quando o governo diz que gastamos a maioria dos recursos em salário, é porque o governo diminuiu esse capital – disse.

Fernando ressaltou que o governo do Estado não está interessado em manter a autonomia da universidade. Também declarou que o sindicato este ano decidiu que é preciso rediscutir a Lei de Autonomia, pois é fundamental que se defina o que a universidade precisa para funcionar.

– O debate tem que ser aberto com alguém. O governo é a parte mais interessada nisso. Estamos em um estado muito pobre, a gente sabe da dificuldade que o governo tem para manter a universidade. A Lei da Autonomia diz que o percentual é feito em cima das receitas ordinárias. Se existe o percentual, é preciso definir quais são as receitas ordinárias que cabem esse percentual – enfatizou.

Sobre a sugestão de federalização da Universidade Estadual da Paraíba por parte do procurador-geral do município, José Fernandes Mariz, Fernando declarou que a associação não simpatiza com a ideia pois, segundo ele, a ação só transferiria a responsabilidade de um órgão para outro.

Fernando afirmou que os servidores estão em greve e que a categoria tem tentado dialogar com o governo e com a Reitoria para tratar sobre o orçamento da universidade.

Ele ainda disse que nesta quarta-feira (01) os servidores estarão reunidos na Central Integrada de Aulas (CIA) com carro de som, fazendo uma mobilização.

– A universidade precisa se firmar mais ainda em todos os municípios que ela está e chegar ao governo – disse.

*As informações foram concedidas em entrevista à Rádio Caturité AM

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