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PDT e PSB são ‘a esquerda limpa’, diz Ciro Gomes

Da redação com Folhapress. Publicado em 16 de agosto de 2018 às 12:37.

Foto: Folhapress

Foto: Folhapress/ Arquivo

ITALO NOGUEIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidenciável Ciro Gomes (PDT) inaugurou sua campanha nesta quinta-feira (16) atacando de forma indireta o PT, os rivais Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL).

Em discurso na zona norte do Rio de Janeiro, o pedetista afirmou que seu partido e o PSB representam “a esquerda limpa”, “que não está em delegacia de polícia”.

“Esquerda limpa é o PDT e o PSB, que não têm ninguém enrolado”, disse ele após o discurso em rápida entrevista. Questionado sobre qual era a “esquerda suja”, afirmou: “É papel seu dizer”.

A fala é um ataque ao PT, cujo candidato à Presidência, Lula, está preso na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro.

O nome do ex-presidente deve ser indeferido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em razão da Lei da Ficha Limpa e substituído pelo vica na chapa, o ex-ministro Fernando Haddad (PT).

A declaração é uma mudança na postura de Ciro, que vinha dizendo considerar injusta a condenação de Lula pelo juiz Sérgio Moro. O PT tem outras lideranças que já foram presas, como José Dirceu, José Genoino, e o tesoureiro João Vaccari Neto.

A declaração de Ciro foi dada ao celebrar a aliança entre PDT e PSB no Rio de Janeiro em torno da candidatura do deputado Pedro Fernandes ao governo estadual. No plano federal, o PSB não se aliou a Ciro após forte pressão do PT.

“Estou aqui ao lado do dr. Julianeli [candidato a vice do PSB] que aceitou o desafio de unir a esquerda que está limpa no Brasil. A esquerda que não está em delegacia de polícia, que é a reunião do PSB e o PDT”, disse.

No discurso para uma plateia majoritariamente feminina, Ciro também fez críticas indiretas a Bolsonaro.

“Há o Brasil revoltado. Eu estou desse lado. A revolta, cabeça quente, não são boas conselheiras. Não basta falar mal, esculhambar. Não faltam razões. Mas vamos evitar transformar o nosso protesto numa escolha que precipite o Brasil em inexperiência, aventura, extremismo e radicalismo. Porque ainda que faça bem ao nosso fígado, o Brasil não aguenta mais essa cultura de ódio”, disse Ciro.

Alckmin também foi alvo do pedetista ao ser associado ao impopular presidente Michel Temer. Em entrevista antes do discurso, ele afirmou que o tucano é “o candidato do governo”.

“Eu vou desfazer toda essa agenda antipovo, antipobre e anti Brasil que o sr. Michel Temer, junto com o PSDB do Alckmin, fizeram. O povo brasileiro agora tem o testemunho do presidente da República”, declarou o pedetista.

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