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Governador sobe o tom: “O problema da UEPB é de gestão”

Da Redação*. Publicado em 1 de agosto de 2018 às 10:04.

O governador Ricardo Coutinho (PSB) falou, em entrevista nessa terça-feira, sobre as movimentações políticas em relação à situação da Universidade Estadual da Paraíba.

Ele analisou a gestão da universidade e falou que as críticas recaem sobre o governo do Estado apenas em períodos políticos.

– Este ano entrei na Justiça para que a UEPB abra as aulas para os novatos. O problema da UEPB é de gestão. Chega dessa história de achar que existe uma entidade superior, algo que não pode ser tocado. É bobagem. Você tem uma gestão que gasta mais em diária e passagem do que o governador. Que conversa é essa? O Estado vive com menos dinheiro do que a receita líquida ordinária e eu tô fazendo mais – declarou ele, afirmando que não entende por que dentro da universidade estão ganhando mais do que ele mesmo, que congelou o próprio salário.

Foto: Paraibaonline

Ricardo disse ser necessário fazer uma discussão para entender por que o dinheiro da universidade está indo para a folha de pessoal e não para os investimentos na própria instituição.

O governador disse que através do governo do Estado foram colocados R$ 6 milhões para a Fapesq e que caso o dinheiro fosse entregue diretamente para a gestão da UEPB, o investimento não seria feito.

– A UEPB é um órgão público do Estado da Paraíba, é sustentada pelo Estado da Paraíba. Os adversários tratam o Trauma como se não fosse do governo também – mencionou.

Segundo Coutinho, os opositores se envolvem em um tipo de passionalidade que não os deixa expor as ideias como são de fato, pois, segundo o mesmo, em todo período político se cria um tipo de ”perseguição” com o governo do Estado em relação à universidade – disse.

Ricardo disse ter tentado abrir um curso no Vale do Piancó e teve a solicitação negada por um conselho. Ele afirmou ter havido um alto nível de manipulação para que a abertura de um curso tenha sido negada para o próprio governador do Estado.

O governador afirmou que enquanto está prestes a inaugurar o Campus de Monteiro, além de estar reformando o Campus de João Pessoa, as pessoas só têm criticado.

Ele declarou que a UEPB recebe R$ 300 milhões ao ano sem investir e questionou o porquê de a UEPB não pagar para a Previdência se ela recolhe porcentagens dos funcionários e professores.

– Onde está escrito que, se tenho autonomia, vou me apropriar de um dinheiro específico vinculado e não vou pagar a previdência? Acionei a Justiça. Discussão salarial não é comigo. Afinal autonomia serve pra quê? Autonomia serve só pra gastar em diária, gastar com o que bem entender, não abrir nenhum curso? Não. Serve para discutir as coisas internamente. Ou o ônus fica pra nós e o bônus para eles? – questionou.

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