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Barraqueiros têm perda de 20% a 60% no Maior São João do Mundo, diz associação

Da Redação*. Publicado em 9 de julho de 2018 às 10:46.

Encerrou-se na madrugada desta segunda-feira, 9, a 35ª edição do Maior São João do Mundo, em Campina Grande.

O evento, que foi adiado para iniciar no dia 8 de junho e se encerrar em 8 de julho devido à greve dos caminhoneiros, contou com outros fatos controversos e inusitados, como a suspensão da abertura por meio de uma liminar por uma ação do Ecad, as ‘agulhadas’, o incêndio e os embates entre barraqueiros e ambulantes e a empresa administradora da festa, a Aliança Comunicação.

Em entrevista à Rádio Campina FM, o presidente da Associação dos Barraqueiros do Maior São João do Mundo, Lucinei Cavalcante, não mediu críticas à empresa. Ele disse que o evento foi realizado de forma amadora, numa avaliação geral.

– É uma avaliação negativa. Um São João de muitos fiascos, de muitos erros amadores por parte da administração da festa e que precisa ser revisto o mais rápido possível. As empresas Aliança e Medow precisam justificar muita coisa. O bom é que o contrato termina esse ano e, esperamos que no próximo processo licitatório a prefeitura amarre melhor essas questões – disse.

Foto: Leonardo Silva/ Paraibaonline

Foto: Leonardo Silva/ Paraibaonline

Dentre os erros apontados por Lucinei, estão o contrato, que segundo ele foi mal feito, em que é imposta a obrigatoriedade de se comprar apenas no distribuidor instalado no Parque do Povo; não se responsabilizar por qualquer dano e risco; não implementar um pedido dos barraqueiros de se colocar mesas fora das barracas; o tratamento à imprensa; a falta de decoração na cidade; e a descaracterização da tradição da festa e do cultural.

– A quem serve a desqualificação do Parque do Povo como Quartel General do Forró e a privatização da festa? Porque privatizar a festa não é só deixar de cobrar a entrada, privatiza cobrando de outros setores que até então nem pagavam. Disseram que a contrapartida da Aliança entrar na festa total e não só a captação, como era feita anteriormente, seria para construção do Hospital da Criança em 2017 com economia de R$ 5 milhões. Já são dois anos, teoricamente R$ 10 milhões, e cadê o hospital? Mas, confiamos que vai ter nova licitação e esperamos que haja a mudança de formato, que a prefeitura reassuma a coordenação do São João, que vinha sendo feito um trabalho de aproximação interessante e que tenha a licitação para uma empresa de captação e pagamento dos artistas e fornecedores e uma licitação para empresa de montagem – opinou.

O barraqueiro ainda comentou sobre o incidente ocorrido no último sábado, 29, quando mais de 24 barracas foram destruídas por um incêndio ocorrido na troca de um botijão.

Lucinei ressaltou que até o momento, a empresa organizadora não ‘escreveu nenhuma linha’ sobre o caso e a única ação que fez foi devolver o valor da taxa de solo e uma ajuda de R$ 2 mil.

Segundo ele, apenas o prefeito Romero Rodrigues de fato se solidarizou com os comerciantes e prometeu uma ajuda financeira, mesmo a PMCG não tendo culpa do ocorrido.

Os afetados com o incêndio irão acionar a Justiça pedindo danos morais, materiais e lucro cessante de todos os barraqueiros com relação ao sábado, tendo em vista que é o dia que fatura de 10% a 15% no mês.

Cavalcante ainda comentou sobre o desempenho econômico deste ano. Para ele, a edição 2018 não foi boa e os barraqueiros perderam em torno de 20% a 60% do lucro, com relação ao ano passado.

*Informações da Rádio Campina FM

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