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Vice-presidente do STJ: “O magistrado tem que ser um ser humano como outro qualquer”

Da Redação de João Pessoa (Hacéldama Borba). Publicado em 13 de junho de 2018.

Foto: Ascom

O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça e Corregedor Nacional de Justiça , ministro Humberto Martins  participa em João Pessoa, nesta quarta-feira (13), do  78º Encontro do Colégio Permanente de Corregedores-Gerais dos Tribunais de Justiça do Brasil (Encoge).

Em entrevista a imprensa, ele falou sobre a palestra que vai ministrar sob o tema: A Conduta do Magistrado nas Redes Sociais’ e enfatizou que o magistrado tem que ser um ser humano como outro qualquer, mas devidamente preparado para enfrentar os meios de comunicação a exemplo das redes sociais.

Indagado se o uso das redes sociais pela magistratura tem que ser feito ponderadamente ,uma vez que, esse meio ainda é um terreno arriscado para qualquer cidadão que opina, emite opiniões sobre os mais diversos assuntos e que muitas vezes tem colocados pessoas públicas em “saia justa”, o ministro respondeu que tudo na vida tem que ser transparente e muito real.

 “Quando nós somos transparentes, mostramos o que nós somos e isso a mídia vai retratar, definir, a personalidade de cada um. Evidentemente, que os meios de comunicação em razão da era da otimização e do desenvolvimento estamos fadados a enfrentar a realidade desses meios, por isso que nós temos através da Escola Nacional Formação de Magistrado, o magistrado e a mídia. O magistrado tem que ser um ser humano como outro qualquer, mas devidamente preparado para enfrentar os meios de comunicação a exemplo das redes sociais”, explicou.

Para o ministro, hoje, os veículos de comunicação são muito importantes para a transmissão dos pensamentos do Poderes, a exemplo do Poder Judiciário. Ele observa ainda que o juiz tem que estar devidamente preparado para se comunicar com as pessoas, pois é através da mídia, das redes sociais que são firmados o  sentimento e a imagem com relação à postura do Poder judiciário Brasileiro.

 “E nós temos esse interesse de que esse poder esteja próximo aos cidadãos. Nós somos instrumentos do Poder. O dono do Poder é a cidadania, por isso é que nós temos que ter muita humildade, se aproximar do cidadão, decidir as suas questões, procurar a mediação, a conciliação e dar respostas com qualidade, com brevidade, demonstrando a sociedade que o Poder Judiciário no Brasil é viável”, destacou.

Nomeado como Corregedor Nacional de Justiça, em abril, o ministro Humberto Martins, destacou ainda o quanto é árdua a missão de corregedor, mas imprescindível para assegurar a autonomia, a transparência e a eficiência do Poder Judiciário.

“A função das Corregedorias Judiciais é muito mais ampla do que a de um órgão sancionador, de aplicador de penalidades. Penso que a atuação da Corregedoria deve ser, principalmente, a de um órgão que propõe soluções e boas práticas que busquem a melhoria e modernização das atividades administrativas e jurisdicionais”, enfatizou.

O ministro Humberto Martins ressaltou, ainda, que este Encontro é o fórum adequado para se pensar nas mudanças que o Judiciário necessita e a sociedade brasileira deseja. “Aqui, estão presentes magistrados de todos os Estados da Federação e de todas as instâncias do Poder Judiciário brasileiro, e, nós devemos ser os protagonistas das mudanças, e não meros espectadores”, assegurou.

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