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Secretário de governo é taxativo: “UEPB deve se adequar ao orçamento de que dispõe”

Da Redação*. Publicado em 28 de junho de 2018 às 10:32.

O secretário executivo de Planejamento, Orçamento e Gestão do governo do Estado, Fábio Maia, comentou sobre as medidas de contenção adotadas pela Universidade Estadual da Paraíba e as declarações da reitoria de que o governo tem cortado recursos da UEPB.

Em entrevista nesta quinta-feira, 28, Fábio destacou que é importante saber a diferença entre orçamento e financeiro e que esse tema da UEPB é recorrente, sendo abordado ano após ano.

– Orçamento é uma coisa e financeiro é outra. Aquilo que está previsto no orçamento não significa o que vai ser executado. Entre o orçamento e o financeiro que se tem há uma distância grande. E mais do que isso, quando você faz um orçamento de um ano para outro se coloca uma previsão de crescimento, que pode se tornar real, se os dados corresponderem à verdade, ou podem diminuir e até aumentar. Agora, num período de crise, fica difícil – explanou.

Foto: Paraibaonline

Fábio frisou que o órgão que menos tem o orçamento próximo do financeiro é o governo do Estado, e é o que trabalha direto com a população.

– Então veja a discrepância que é, onde você tem o ente maior, que está diretamente trabalhando com ações diretas para a população, com um orçamento bem menor, pois os cortes são tirados de dentro do Executivo. Mas, o governo faz o seu papel e mesmo assim o governador anuncia obras que vai entregar nesses últimos seis meses, e conseguimos fazer isso com controle fiscal e financeiro, mantendo as contas regulares – sublinhou.

O secretário ainda ressaltou que cada um deve cumprir o seu papel e que a UEPB deve fazer os cortes devidos e trabalhar com o orçamento e o financeiro que tem, salientando ainda que o adiamento da entrada dos alunos para janeiro do ano que vem é de responsabilidade da própria universidade.

– Lamentavelmente, sempre se coloca e se quer jogar para os outros o que você deveria ter cumprido. Isso é da responsabilidade da universidade, ela tem a sua autonomia. O que é engraçado é o seguinte: é que eles têm autonomia para algumas coisas e para outras não têm. Não tem como você ter autonomia pela metade. A UEPB, está claro aí, publica um decreto porque ela tem autonomia de fazer a sua gestão. Não há ingerência do governo na administração da UEPB. […] Você tem que ter uma logística para entender que em período de crise tem que se apertar as coisas. O poder público não é um saco vazio de dinheiro que em qualquer dificuldade você vai lá e tira. Dinheiro em período de crise é limitado e cada um tem que trabalhar com suas condições. Ou você se adequa à realidade orçamentária e financeira de sua casa, ou em algum momento você vai ficar em dificuldade – externou.

Maia ainda questionou se é só o governo do Estado quem tem que cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e lamentou o posicionamento do reitor Rangel Junior, afirmando que “quando se está no olho do furacão é muito difícil analisar a situação de fora”.

Ele pontuou também que o diálogo está sempre aberto.

*As declarações repercutiram na Rádio Correio FM.

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